Wednesday, September 5, 2007

Freddie Mercury- 61 anos

Hoje o vocalista mais carismático do mundo fazia 61 anos se fosse vivo! A alma permanece bem viva na arte e obra que Freddie deixou. Faleceu no dia 24 de Novembro de 1991, em Londres. Como seriam os Queen hoje com Freddie ainda vivo?

(O verdadeiro nome de Freddie era Farrokh Bulsara, nasceu em Zanzibar)
Long Live Freddie!!!

Sunday, September 2, 2007

O que desenhei II






















































































Metallica- Metallica (1991)

Lançado no dia 14 de Agosto de 1991 e gravado em Los Angeles, o quinto álbum, foi um sucesso de vendas astronómicas até para uma banda de heavy metal. Black Album ou simplesmente Metallica deu-lhes um terceiro grammy e um inicio de uma nova era. Sem duvida que ...And Justice For All foi o ultimo álbum trash metal e Balck Metal o começo duma carreira rendável e a atenção seria toda virada para os mídias. Na produção ficou Bob Rock que trouxe um som comercial e mais acessível, um motivo bem forte para os fãs mais conservadores ficarem indignados com a banda. Como se não fosse impossível piorar, a complexidade e velocidade ficaram de fora. Se os Metallica venderam-se? Sem duvida. Mas temos que admitir que a banda estava numa excelente fase de criatividade desde os primeiros tempos e havia que aproveitar. As letras foram exclusivamente escritas por James Hestfield (acompnhado por Lars ou Hammett em algumas faixas) e até nota-se porque há um lado introspectivo nelas que faz sugerir isso. O álbum vendeu 14.95 cópias só nos EUA! A primeira faixa, Enter Sandman, fala sobre as crianças terem medo do escuro quando vão dormir. É uma das faixas mais conhecidas das bandas devido ao intro/solo memorável e ao refrão. No tempo 03:28 é o filho de Bob Rock que dá voz. Um clássico hard rock/metal sem duvida. Sad But True baseia-se no filme Magic, de 1978,(uma história sobre uma marioneta que controla o ventrículo) e é um dos pontos mais altos do álbum. O riff do baixo de Newsted arrebata mesmo os ouvidos e o toque funk da bateria de Lars não pragueja. Mais um sucesso de vendas nas tabelas americanas. Holier Than You começa agressivo mas depois segue uma linha mais hard rock. a canção fala sobre a hipocrisia da religião (“judge not lest ye be judged yourself” retirado da Bíblia, Mateus 7.1). Essa foi uma das razões da banda ser conhecida pelos religiosos fervorosos como uma banda anti-cristã e satânica. The Unforgiven é uma balada/rock propriamente dita que segue um pouco da linha Fade To Black. O famosos vídeo é uma obra prima e uma curta metragem. A canção vai dar continuação a outra: The Unforgiven II. A letra reflecte bem o estado de alguém que é ignorado pela sociedade ou conjunto de pessoas conhecidas. Wherever I May Roam começa com um lindo intro com participação do instrumento Sitar eléctrica (instrumento asiático) e entra Lars, a fera indomável, na bateria no tempo 0:30. A letra bem explícita reflecte a vida nómada e um estilo de vida na estrada. É óbvio que o estilo da canção é similar à da banda irlandesa Thin Lizzy. Don’t Tread On Me pode ser interpretada como uma canção patriótica pois conota-se com a associação “American Revolutionary War e o titulo da canção é a máxima dessa associação. “Give me liberty or give me death” é uma fala famosa do revolucionário Patrick Henry. Curiosamente James Hestfield detesta a canção pelo motivo de ser patriótica a mais, uma razão grande para nunca estar presente no set list da banda ao vivo. Through The Never situa-se em território tão conhecido pelos velhos fãs, o trash metal. Nothing Else Matters é talvez a primeira verdadeira balada criada pela banda. Tem a participação especial de Michael Kamen (famoso pelas baladas Who Wants To Live Forever e Everything I Do, dos Queen e Bryan Adams). A letra nostálgica e as guitarras estruturadas tem um facto curioso: um fã da banda que compre uma guitarra (seja eléctrica ou acústica) acaba sempre por tentar aprender os primeiros acordes nessa musica e isso até pode ser verdade já que fui testemunha num caso semelhante. A canção chegou a nº 11 na tabela Mainstream Rock tracks e foi um dos fortes motivos para o descontentamento dos fãs mais acérrimos. Um clássico nas rádios nacionais. A nona canção, Of Wolf And Man, inspirada no filme “Wolfen” pode também basear-se na Licantropia e o estado da transformação de homem para lobo. The God That Failed é uma canção muito pessoal de James Hestfield. Inspirada na morte da sua mãe, membro da Igreja Cientifica de Cristo, que recusou tratamento contra o cancro, acreditando que Deus podia curá-la é como se sabe ela acabou por morrer. Hestfield explicou que a letra Também tinha outro significado, o de ser excluído nos círculos de amigos na escola por ter pais demasiado religiosos. O intro da canção é simplesmente poderoso graças ao bom trabalho na bateria e baixa que actuam ao mesmo tempo. é uma das melhores faixas e das mais polémicas de sempre. My Friend Of Misery talvez seja o único ponto baixo do álbum. Apesar dos versos (pessimistas) muito bem estruturados a musica não está muito bem condicionada. Newsted queria que a faixa fosse um instrumental (este é o primeiro álbum sem um instrumental) o que não aconteceu. Finalmente ficamos com a ultima canção, The Struggle Within, uma faixa que aproxima-se muito do álbum St Anger, principalmente no intro, embora que o som seja até distante a estrutura não fica. No primeiro tempo James Hestfield interpreta um dos seus melhores momentos (faz lembrar muito o modo agressivo como Freddie Mercury interpreta em Stone Cold Crazy), uma faixa que apesar de nunca ter visto a luz do dia diante numa plateia, não deixa de ser uma das melhores. O álbum resultou num imenso sucesso e o nome Metallica foi apresentado definitivamente ao mundo. Eles vieram para cá ficarem!
Só espero bem não aturar outro Load e que tenham a mesma agressividade que tiveram de volta no St- Anger (mas sem a bateria tosca e faixas que ultrapassam 5 minutos e ainda por cima sem solos de guitarra), que seja o bom e velho trash metal!
1. Enter Sandman 2. Sad but True 3. Holier Than Thou 4. The Unforgiven 5. Wherever I May Roam 6. Don't Tread on Me 7. Through the Never 8. Nothing Else Matters 9. Of Wolf and Man 10. The God That Failed 11. My Friend of Misery 12. The Struggle Within
Produzido por Bob Rock, James Hetfield e Lars Ulrich. duração:62:16

Thursday, August 30, 2007

UFO - Force It(1975)




















Os UFO são uma banda britânica que fizeram muito furor na década 70 com o seu hard rock muitissimo inspirado, a fama da banda deveu-se muito do guitarrista Michael Shenker (também passou pelos Scorpions), virtuoso e dono de um estilo unico de "riffar" com distorções e solos altamente inflamáveis! Dá para reparar que Steve Harris (Iron Maiden) inspirou-se muito do baixista Pete Way. Aqui em Portugal infelizmente é dificil encontrar álbuns desta banda magnifica, e nem imaginam a cara que tive quando comprei o The Best Of deles, foi excelente e dificil de separar dele. Seja como for, Force It é um álbum que vale a pena ouvir num festival hard rock. Apreciem!

1. Let It Roll (03:55)2. Shoot Shoot (03:36)3. High Flyer (04:01)4. Love Lost Love (03:19)5. Out In The Street (05:13)6. Mother Mary (03:47)7. Too Much Of Nothing (04:03)8. Dance Your Life Away (03:32)9. This Kid's ( Including Between The Walls) (06:14)

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(Link originado do Metalmp3)

Tuesday, August 28, 2007

Muddy Waters

Muddy Waters sempre foi e será o meu blues man favorito, uma pequena biografia (meio abrasileirada, mas pronto) sobre o mestre retirado no wikipedia.org

Muddy Waters (4 de abril de 1915 - Issaquena County, Mississippi30 de abril de 1983 - Westmont, Illinois) foi um músico de blues norte-americano, considerado o pai do Chicago blues. Seu nome completo de batismo é McKinley Morganfield.

Biografia
O nome artístico (em português, Águas Lamacentas) ele ganhou devido ao costume de quando criança brincar em um rio. Ele mudaria-se mais tarde para Chicago, Illinois, onde trocou o violão pela guitarra elétrica. Sua popularidade começou a crescer entre os músicos negros, e isso o permitiu passar a se apresentar em clubes de grande movimento. A técnica de Waters é fortemente característica devido a seu uso da braçadeira na guitarra. Suas primeiras gravações pela Chess Records apresentavam Waters na guitarra e nos vocais apoiado por um violoncelo. Posteriormente, ele adicionaria uma seção rítmica e a gaita de Little Walter, inventando a formação clássica de Chicago blues.
Com sua voz profunda, rica, uma personalidade carismática e o apoio de excelentes músicos, Waters rapidamente tornou-se a figura mais famosa do Chicago Blues. Até mesmo B. B. King referiria-se a ele mais tarde como o “Chefe de Chicago”. Suas bandas eram um “quem é quem” dos músicos de Chicago blues: Little Walter, Big Walter Horton, James Cotton, Junior Wells, Willie Dixon, Otis Spann, Pinetop Perkins, Buddy Guy, e daí em diante.
As gravações de Waters do final dos anos 50 e começo dos 60 foram particularmente suas melhores. Muitas das músicas tocadas por ele tornaram-se sucesso: “I’ve Got My Mojo Working”, “Hoochie Coochie Man”, “She’s Nineteen Years Old” e “Rolling and Tumbling”, grandes clássicos que ganhariam versões de várias bandas dos estilos mais diversos.
Sua influência foi enorme em muitos gêneros musicais: blues, rhythm and blues, rock, folk, country. Foi Waters quem ajudou Chuck Berry a conseguir seu primeiro contrato.
Suas turnês pela Inglaterra no começo dos anos 60 marcaram provavelmente a primeira vez que uma banda pesada, amplificada, se apresentou por ali (certo crítico sentiu-se obrigado a sair de um show para escrever sua análise por achar que a banda tocava muito alto). As músicas de Waters inclusive exerceram grande influência nas bandas britânicas. O Rolling Stones tirou seu nome de “Rollin’ Stone”, de 1950, mais conhecida como “Catfish Blues”. Um dos maiores sucessos do Led Zeppelin, “Whole Lotta Love”, foi baseado em “You Need Love”, composta por Willie Dixon . Foi Dixon quem compôs algumas das músicas mais conhecidas de Muddy Waters, como “I Just Want to Make Love to You”, “Hoochie Coochie Man” e “I’m Ready”.
Entre outras canções com as quais Waters tornou-se conhecido estão “Long Distance Call”, “Mannish Boy” e o hino do rock/blues “I’ve Got My Mojo Working”.
Muddy Waters morreu em Westmont, Illinois, aos 68 anos e está sepultado no Restvale Cemetery, Alsip, Illinois, perto de Chicago.

Discografia
1941 - Stovall's Plantation
1941 - First Recording Sessions 1941-1946
1948 - I can't be satisfied
1950 - Rolling Stone
1953 - Baby Please don't go
1954 - (I'm Your) Hoochie Coochie Man
1955 - Mannish Boy
1956 - Got My Mojo Working
1956 - Louisiana Blues
1956 - Mississippi Blues
1960 - At Newport
1960 - Muddy Watersy sings Big Bill Broonzy
1963 - Folk Festival of the Blues
1964 - The best of Muddy Waters
1964 - Folk Singer
1964 - Muddy Waters
1965 - Live Recordings 1965-1973
1965 - Muddy Waters with Little Walter
1965 - The Real Folk Blues
1966 - Down on Stovall's Plantation
1966 - Muddy Waters: The Blues Man
1966 - Muddy, Brass and Blues
1967 - Blues from Big Bill's Copacabana
1967 - Muddy Brass & the Blues
1967 - More Real Folk Blues
1968 - Super Blues
1968 - Super Super Blues Band
1968 - Electric Mud
1969 - After the Rain
1969 - Fathers and Sons
1969 - Sail on
1970 - Vintage Mud
1970 - Back in the Good Old Days
1970 - Good News
1970 - Goin'Home: Live in Paris 1970
1970 - They call me Muddy Waters [I]
1971 - They call me Muddy Waters [II]
1971 - Live at Mister Kelly's

Galinhas Do Mato

Galinhas Do Mato é o ultimo registo de José Afonso e um dos mais belos discos nacionais de sempre. Os estilos aqui presentes e diversificados foram explorados exaustivamente ao longo de mais de trinta anos, desde o Fado de Coimbra, a musica ligeira, ritmos africanos e pop. É certo que o trovador dos tempos modernos estava impossibilitado de cantar devido ao avanço da sua doença mas isso não impediu de lançar mais um álbum moldado pela sua alma. As criticas mordazes á sociedade moderna e ao consumo estão aqui mas também seguem acontecimentos de uma tradição sonora que José Afonso nunca esqueceu. José Afonso compôs o álbum todo mas só interpreta dois temas: Escandinávia Bar-Fuzeta e Década de Salomé. Os convidados que tiveram a honra de emprestarem a voz foram: restantes emprestaram a voz Helena Vieira (Tu Gitana), Né Ladeiras (Benditos), Luís Represas (Agora) Janita Salomé (Moda do Entrudo, Tarkovsky, Alegria da Criação), Catarina e Marta Salomé (Galinhas do Mato) e ainda José Mário Branco (Década de Salomé, de parceria com Zeca). Galinhas Do Mato é um disco notável e bem concedido, a sua voz pode não ser o suficiente mas o seu carisma está presente a 100%. É um disco diversificado e vai surpreende-lo, não há temas péssimos, tudo encontra harmonia acompanhada pela perfeição iminente.
"Eu sempre disse que a música é comprometida quando o músico, como cidadão é um homem comprometido. Não é o produto saído desse cantor que define o compromisso mas o conjunto de circunstâncias que o envolve com o momento histórico e político que se vive e as pessoas com quem ele priva e com quem ele canta.” Zeca Afonso-
1 - Agora (José Afonso) 2 - Tu Gitana (Cancioneiro de Vila Viçosa/José Afonso) 3 - Moda do Entrudo 4 - Tarkovsky (José Afonso) 5 - Alegria da Criação (José Afonso) 6 - Década de Salomé (José Afonso) 7 - Benditos (José Afonso) 8 - Galinhas do Mato (José Afonso) 9 - Escandinávia Bar-Fuzeta (José Afonso) 10 - À Proa (José Afonso)
Créditos: Músicos: Júlio Pereira, Luís Represas, Helena Vieira, Janita Salomé, Né Ladeiras, José Mário Branco Gravado nos estúdios Angel 1 e 2 Capa: Alberto Lopes Fotografia: Roberto Santandreu Som: José MAnuel Forte e Rui Novais Produção e direcção musical: Júlio Pereira e José Mário Branco Lançado em 1985

Monday, August 27, 2007