Friday, June 1, 2007

Xutos & Pontapés- Circo De Feras

Oiçam o verdadeiro património musical. De certeza que não será nem a primeira nem a segunda vez que ouvirá este clássico absolutamente indispensável. Só terá uma ultima vez quando deixar esta vida. Depois dos excelentes 78-82 e Cerco (recomendo vivamente que oiçam estas relíquias) é a vez de Circo De Feras entrar para os ouvidos dos portugueses. Sabe-se que o pais vivia um clima de pós 25 de Abril e que novas determinações e socio-politicas vão entrar para um clima sistematizado pelo retroceder do progresso. De qualquer maneira era um estampo efémero. É com a filosofia política que os Xutos estão determinados a levantar a mão e a represar o que está mal nas suas letras urbanísticas. E claro não podemos esquecer a sua marca registada: o visual á la The Clash com punk dissolvendo entre o pop melódico, o som único que tem como dono só os Xutos e mais ninguém. O álbum abre com Contentores. Oiça o curioso som dos contentores no intro e a introdução leve e pop. Sem duvida que os Xutos souberam manter-se mútuos e alicerçarem no caminho do pop/rock melodioso. Talvez a melhor do álbum. Sai P’rá Rua é uma faixa delicadamente forte e arrojada de refrães fortes. Pensão tem um curioso quase jazz dentro de rock Stoner. O senhor Gui sabe que a ideia do saxofone dentro numa banda punk é sempre bem vinda! Repare-se no refrão, Tim esforça-se por não repetir o que outrora fizera e consegue. Desemprego é uma faixa forte e que mantém actual no relato de uma sociedade derramada pelo ortodoxismo da verdade económica. Tem uma curiosa introdução que faz-me lembrar a de Money dos Pink Floyd. Esta Cidade é uma das melhores baladas que os Xutos já fizeram. Poderosa e cativante eleva o poder máximo da sensação de ouvir algo poderoso e ao mesmo tempo directo e sem dilemas hipócritas. “...A polícia já tem o meu nome...Minha foto está no ficheiro... Porque eu não me rendo... porque eu não me vendo... Nem por ideais... Nem por dinheiro...”. Querem melhor afirmação do que esta acerca de convicção? Não Sou O Único é um clássico inesquecível dos Xutos com um refrão fácil de entrar nos ouvidos. Talvez a versão dos Resistência ganhou mais fama mas esta versão tem alma e corpo. N’América é o pendor máximo sobre o imperialismo/capitalismo que assombrava e ainda hoje é a sombra dos nossos costumes ligados ao comodismo que sem incertezas os Xutos pretendem criticarem. Agora entramos na Vida Malvada. Gui nunca esteve em grande forma como aqui. A minha faixa predilecta em todo o repertório. Um ritmo inesquecível. A ultima é a faixa-titulo Circo De Feras. Poderosa e vibrante, uma verdadeira batalha de titãs com Kalú a comandar as hostes de um rock/pop melódico. Talvez o melhor álbum ao longo da carreira dos Xutos devido á sua diversificação. Todos os membros estão em plena forma e inspiração para entoarem o longo rock in roll que perdura por mais de vinte anos.

Contentores /Sai p´ra rua /Pensão/ Desemprego/ Esta cidade /Não sou o único/ N'américa /Vida malvada/ Circo de feras

Produção: Carlos Maria Trindade

Eagles Greatest Hits, Vol. 2

Esta compilação é a segunda parte e a melhor de uma colecção recheado de êxitos. Cada faixa é perfeita. Apesar de já terem lançado três álbuns e uma compilação a banda afirmou-se definitivamente com o quarto álbum, o clássico definitivo Hotel California. Esta compilação é uma colecção de singles extraídos dos três ultimos álbuns (Hotel California, One Of These Nights e The Long Run) e traz ainda uma cover (Seven Bridges Road) extraído do álbum ao vivo “The Eagles Live”. Está na tradição o maior êxito de uma ter a honra situar-se no primeiro plano no formato best of- de facto é o que aqui acontece. Hotel California é provavelmente o single mais conhecido da banda. Um épico avassalador e genial de 6:30 minutos, o emblemático single deu o quarto nº 1 á banda. Walsh e Don Felder estão em perfeita sintonia no solo final. Heartache Tonight vai ao encontro do pop/rock perfeito que culmina outro nº 1 na Billboard. Confesso que é a predilecta por mim. Com Seven Bridges Road a banda acertou na questão de manter vivo o espirito country/folk que a banda almejava no passado antes de trazer o pop/rock e fundir á sonoridade dos The Eagles. A banda a cantar em conjunto funciona numa das melhores e saudadas faixas da banda. De beleza rara e um folk perfeito em transição. Victim Of Love é o que Joe Wash ambicionava trazer á banda: hard rock e refrães poderosos. De facto uma faixa pouco comum para o repertório da banda mas que vale como pontuação 100%. Repare-se no fantástico intro. The Sad Café é uma balada que manifesta vontade de embelezar-se graças ao poder das vozes que traz á banda uma técnica precisa e bem trabalhada. Atenta-se ao solo magnifico de saxafone. Life In The Fast Jane é um boogie alternado entre o rock pesado e o funk com um baixo não ausente. I Can’t Tell You Why é mais uma balada incluída na compilação e que continua a manter a centelha acesa perante a melodia precisa da banda. New Kid In Town é a pura genialidade que a banda conseguiu transmitir com sublime harmonia vocal e brilhante instrumentalização constituindo uma produção irrepreensível. Inultrapassável. Foi mais um nº 1 da banda. The Long Run ganha charme graças ao sabor funk/pop. Batida muito comercial mas também insuperável . Uma das melhores da banda sem duvida. E assim a compilação recheada de clássicos fecha com a única faixa do álbum One Of These Nights, a After the Thrill Is Gone. O sentimento humano transparece muito bem nesta balada excepcional é impossível ignorar tamanha docilidade. Se está em demanda da perfeição musical então não desespere, pois The Eagles Greatest Hits, Vol. 2 é o encontro final. Guardo com grande carinho esta compilação por ser um dos primeiros álbuns a adquirir juntamente com A Day At The Races.
1- Hotel California (Don Felder, Don Henley, Glenn Frey) – 6:30 2- Heartache Tonight (Henley, Frey, Bob Seger, J.D. Souther) – 4:25 3- Seven Bridges Road (Steve Young)– 2:58 4- Victim of Love (Felder, Souther, Henley, Frey) – 4:11 5- The Sad Café (Henley, Frey, Joe Walsh, Souther) – 5:32 6- Life in the Fast Lane (Walsh, Henley, Frey) – 4:45 7- I Can't Tell You Why (Timothy B. Schmit, Henley, Frey) – 4:54 8- New Kid in Town (Souther, Henley, Frey) – 5:04 9- The Long Run (Henley, Frey) – 3:42 10- After the Thrill is Gone (Henley, Frey) – 4:41
Discografia: Eagles Greatest Hits, Vol. 2 (1982) Eagles Live (1980) The Long Run (1979) Hotel California (1976) One of These Nights (1975) Their greatest Hits (1975) On the Border (1974) Desperado (1973) Eagles (1972)

Thursday, May 31, 2007

Os Black Sabbath serão sempre uma das bandas mais envolventes de sempre. Por isso escolhi os Black Sabbath para abrir o tema “Era De Ouro” onde apresenta as melhores fases por parte da discografia de várias bandas. Esqueçam o Ozzy Osborne de hoje e lembram-se do Ozzy mais carismático, dono de uma voz fantástica, oiçam os riffs inovadores de Tommy Iommi, a bateria grulhenta de Bill ward e o baixo virtuoso de Geezer Butler. Esta é uma banda que vale a pena ouvir.














Black Sabbath
Foi o resultado de intensas jams em estudio, com um custo menor mas que já apresentava uma banda madura e bem ciente do caminho a tomar. Black Sabbath é um álbum fundamental para qualquer coleccionador de rock 70’s elevou a banda ao estatuto de superstar com uma rapidez impressionante chegando ao top 10 no Reino Unido. The Wizard apresenta um impressionante solo desde o inicio até ao fim de gaita-foles, da autoria de Ozzy Osborne. Black Sabbath, a faixa titulo é sinónimo de perturbação e assombro com uma complexa sintonia com o miticismo, a melhor do álbum. Felizmente, na remasterização de 2004 adicionaram a excelente Wicked World que sabe-se lá porquê não foi lançada durante o LP. Todo o resto do álbum também é excelente não existe nem a pior nem a mais ou menos. Tudo encaixa na perfeição.














Paranoid
A banda encontrou a perfeição com Paranoid. O melhor e o mais adorado álbum em toda a discografia. Inclui o mega hit Paranoid que foi a causa de intitular o álbum para chamar ainda mais atenção. Não sei qual é a melhor faixa porque tudo encaixa na perfeição sem falhas. Iron Man é o excepcional diluvio hard rock/metal que conta a história acerca de um homem que tenta salvar o mundo, mas essa mesma pessoa enlouquece e acaba por destruir o mundo. War Pigs é uma faixa anti guerra referindo-se á guerra do Vietname. Nesses tempos vivia-se um clima de grandes experimentações sonoras (como em The Dark Side Of The Moon) o que levou Tommy Iommi (guitarrista) a experimentar instrumentais unicos. E acerca de Planet Caravan? Só posso dizer que não é deste mundo!















Master Of reality
A banda vivia casos de paranóia devido ao rótulo de banda satânica que desde cedo recusaram e decidiram através dessas causas chamarem ao terceiro álbum de Master Of Reality. Um direccionamento mais ligado á realidade e relatos sobre os problemas do mundo eleva uma nova faceta da banda que deixa de lado os temas de misticismo. Foi mais uma das razões que fez a banda escolher esse titulo para o álbum. Com a recusa de um single, um som menos comercial e uma capa mais simples é a chamada simplicidade e relaxo que a banda procurava. Children Of The Grave é uma critica ás guerras nucleares. O ouvinte pode ouvir a introdução da tosse de Tommy em Sweat Grave, devido ao fumo de marijuana que surtiu um efeito curioso á musica. Mais uma vez a banda apela á qualidade que transmitem num álbum sem nunca se deixarem repetir-se.














Vol IV
Pela primeira vez a critica especializada reconheceu que a banda não era só “barulho” mas sim autores de melodias únicas e foi o que Vol IV construiu com uma diversificação e perfeição mutua. repletas de passagens sonoras sobrenaturais, mudanças e direcções rítmicas alucinantes e envolventes. Era uma criatividade musical avassaladora. Supernaut assimila uma energia indiscutível, a dedicação á ode de cocaina em Snowblind e a balada comercial Chances. Um álbum genial!








Sabbath Bloody Sabbath
Com a surpreendente abertura da faixa titulo Sabbath Bloody Sabbath a banda promete um álbum com um meio e fim digno de apreciar e reouvir mais do que uma ou dez vezes. Tommy Iommi (fã de Jazz e experimentalismo) decide aperfeiçoar a sua experiência musical com temas excepcionais como Spiral Architect e Who Are You mas também há grandes malhas que traz os velhos tempos como Killing Yourself To Live e National Acrobat. A banda também oferece peso com passagens sinfónicas de cordas em Looking For Today e Sabbra Cadabra o que dá ainda mais um ambiente onírico evocando climas épicos e fantásticos. Definitivamente a critica soube reconhecer que os Black Sabbath não eram uma banda qualquer.








Sabotage
Esqueçam a capa e oiçam o som que a banda constitui através da sua magia esotérica. Influenciados pelos Pink Floyd ou Uriah Heep a banda trouxe uma nova novidade: Megalomania. Uma viagem de 11 minutos que encaixa na perfeição do som da banda. Também há grandes faixas de peso como no blues rock Hole In The Sky ou Sympton Of The Universe. Outras novas novidades são Am I Going Insane que inclui um magistral ambiente de teclados da autoria de Ozzy Osborne, que de nada tem a ver com o som da banda e ainda a psicótica The Writ. Querem melhor que isto?







Never Say Die!
O novo álbum sai, mas já muito atrasado para promover a Tour, que está afundando cada vez mais graças ao aparecimento de menos público e á má disposição por parte da banda. Traz composições maduras e vigorosas, como a faixa-título Never Say Die, Johnny Blade, Junior's Eyes", Over to You, e a esplêndida Air Dance, alterna com um clima mágico e atemorizado, sem dúvida um dos melhores trabalhos melódicos da banda. No disco, o grupo conta com um excepcional trabalho de teclados de Don Airey. Talvez a melhor capa do LP de sempre.

Free- Fire And Water (1970)



Que saudades de grandes bandas que tocavam com alma e sentimento. Os anos 70 foi o berço de grandes bandas, virtuosas e que influenciaram gerações e ainda hoje influenciam. Os Free são um caso bem especial devido ao talento enorme de Paul Kossof, nunca ninguém tocou guitarra como ele tocou, com emoção. Enquanto Paul Kossof cuidava de uma loja de guitarras até que num belo dia chegou um cliente muito especial: um ainda desconhecido chamado Jimi Hendrix. O maior guitarrista do mundo pediu uma guitarra para esquerdinos e Paul disse que não tinha. Com o talento que Jimi tinha isso pouco lhe importava e começou a improvisar. O som que saía e disparava para os ouvidos de Paul era novo e inflamável. Passado alguns meses Jimi Hendrix estava a fazer fama graças oa seu single de sucesso "Hey Joe" Paul fica chocado e sabe o que quer ser no futuro. Finalmente encontrou a inspiração que tanto procurava. Tal como o seu ídolo Paul Kossof começou a praticar até atingir a perfeição. Quanto á banda, tudo começou em 1967 quando Paul Rodgers e Paul Kossoff, resolvem montar juntos uma nova banda. Kossoff chama então o baterista Simon Kirke, este aceita a oferta e junta-se a Paul Kossoff e Paul Rodgers. Marcam então um encontro num "pub" inglês, e a conversa foi tão boa que nessa mesma noite acabaram por saírem à procura de um baixista para a banda. Eis que se encontram com John Mayall, que lhes propõe um jovem de apenas 16 anos de idade apaixonado por blues chamado Andy Fraser. Começam a fazer jam-sessions nos pubs ingleses, ainda sem um nome definido. Acabaram por chamar a atenção de Alexis Korner que resolve "adoptá-los", inclusive tendo baptizado-os pelo nome de "Free" e os recomenda a Chris Blackwell, director da Island Records que fica encantado com o estilo blues pesado da banda. Assinam um contrato e logo em seguida lançam seu primeiro (e clássico) disco: "Tons Of Sobs". Saem então em digressão e abrem para os Blind Faith de Eric Clapton, logo de seguida vão em digressão pela Europa tocando junto com os Spooky Tooth e os Jethro Tull. Apesar de lançarem outro excelente álbum, auto titulado simplesmente de "Free" é com "Fire And Water" que chegam ao sucesso graças ao seu estilo inclassificável saído do boom blues dos finais dos sixties e que traçaria o caminho de certo rock seventies. Com o terceiro álbum a banda atingiu a fama, como já disse, que tanto desejava e graças ao seu single de sucesso: All Right Now. O álbum abre com Fire And Water, um rock típico dos seventies com grandes riffs. Ho I Wept blues calmos, a voz de Paul soa melodiosa com riffs inspirados. Remember é talvez a melhor balada, graciosa e nostálgica, Paul Rodgers está em grande forma sem duvida. Heavy Load mostra um lado mais experimental da banda, onde junta jazz com blues. Tem um solo magnifico de Paul Kossoff. Mr Big é conhecida entre o publico pela energia e enorme receptividade nos espectáculos (principalmente no Isle Of Wight) pelos longos solos, a voz tipicamente blues de Paul Kossoff, o baixo audível de Andy Fraser (tinha apenas 16 anos!) e a energia louca de Simon Kirke que constitui uma das melhores musicas da banda. Funk pesado da melhor qualidade, meus caros! Don’t Say You Love Me é uma balada sensivel, Paul Rodgers está entre a galeria dos grandes interpretes de baladas, a emoção da banda atinge o ápice com a magnifica e instável melodia que traspassa as nossas almas. A ultima, All Right Now, é um clássico que ainda hoje passa tanto no VH1 como nas rádios inglesas e é um verdadeiro hino ao hard rock. Atingiu surpreendentemente o nº 1 na tabela britânica e o nº 4 na tabela americana. Um clássico inesquecível e irresistível. Também vale a pena ouvir o o excepcional "Free Live" uma amostra do poder de fogo da banda ao vivo!




1. Fire and Water 2. Oh I Wept 3. Remember 4. Heavy Load 5. Mr. Big 6. Don't Say You Love Me 7. All Right Now dur: 35:01 Produção: Free


Paul Rodgers -Voz Paul Kossoff -Guitarra Andy Fraser -Baixo Simon Kirke -Bateria
O genial Paul Kossof

British Steel- Judas Priest


Um álbum estimulante e poderoso que influenciou o Heavy Metal no inicio da década 80. Eles são os Judas Priest. Pioneiros do Heavy Metal moderno e British Steel é o melhor da banda, sem duvida. Os Judas Priest já tinham lançado uma séries de álbuns, com excelente qualidade mas o erro fatal da banda era ter um estilo muito próprio e moderno para aquele tempo. o mundo ainda não estava preparado para eles até á chegada do seu melhor álbum: British Steel! Gravado em Tittenhurst, na casa de Ringo Starr, o que ajudou a criar sons curiosos como gavetas a bater ou talheres para dar o efeito de uma batalha entre robôs (Metal Gods) e ainda as portas que simulem a bateria (ainda na Metal Gods). Sem duvida que o resultado foi surpreendente, nunca ninguém deu conta disso até aparecer o Making Of. O álbum abre com a speed metal Rapid Fire. Poderosa e excitante com a guitarra dupla de dois grandes solistas em primeiro plano. Excelente trabalho. A faixa seguinte é um funk/metal na eficaz Metal Gods com refrães poderosos e riffs devastadores. Os Deep Purple têm Smoke On The water, os Black Sabbath têm Paranoid e os Judas Priest têm Breaking The Law, um inesquecível hino ao movimento New Wave Of The British Heavy Metal. Directa e de estrutura adequada para as rádios (que deu certo) com refrães difíceis de esquecer ainda hoje é adorada entre as rádios inglesas. “Imagina os policias dentro do carro a cantarem o refrão e a ouvir a canção” brincou Rob Halford. De facto é uma das melhores do álbum então ao vivo é ainda melhor. Se quer relaxar vem ai Grinder com pitadas de metal/hard rock. Uma boa faixa nada mais e dificil de esquecê-la. United é uma tentativa de fazer mais um sucesso mas que não resultou lá muito bem. É mais um clássico no repertório da banda, uma mistura de pop/metal (ainda antes de aparecerem os Def Leppard) e que apela á participação do público. You Don’t Have To Be Old To Be Wise segue a linha Heavy Metal mais no ambiente dos antigos trabalhos mas com um toque moderno. Os riffs da dupla Downing/Tipton, aliás uma das primeiras bandas a usar dois guitarristas na década 70, mais uma vez estão em alta inspiração. Living After Midnight é mais um grande hino da banda juntamente com Breaking The Law. A letra inspirada por um momento em que Rob Halford não conseguia dormir devido ao facto de Downing e Tipton estarem a tocar e bem alto nas secções de estúdio o que fez Hallford escrever a letra adicionando um pouco do seu humor. Os fãs eufóricos terão este clássico nos seus corações. The Rage é uma surpresa devido ao intro reggae! O que demonstra que os Judas não ouviam só Metal mas para além doutros estilos. Outro momento alto é o solo de guitarra no final que torna a faixa ainda melhor do que era. Steeler fecha o clássico absoluto em grande estilo. Curiosamente o som mostra já um pouco do caminho que os Judas Priest seguirão nos próximos álbuns. Speed/Metal com a brilhante actuação de Rob Hallford nas vocais (a sua voz alterna sempre de acordo com a musica para não tornar aborrecido) e solos bem á la trash metal. Como se dum diluvio se tratasse. Um final impressionante! É um álbum bastante preciso, cheio de pormenores e muito técnico com uma produção vigorosa. É o álbum definitivo da banda, sem duvida. [há ainda dois extras na remastirização: a balada lindíssima e a faixa ao vivo Grinder].


1- "Rapid Fire" – 4:08 2- "Metal Gods" – 4:00 3- "Breaking the Law" – 2:35 4- "Grinder" – 3:58 5- "United" – 3:35 6- "You Don't Have to be Old to be Wise" – 5:04 7- "Living After Midnight" – 3:31 8- "The Rage" – 4:44 9- "Steeler" – 4:30

Produção:Tom Allom/Judas Priest //Position Chart (UK)#3

Wednesday, May 30, 2007

Bon Jovi- Crush


Os Bon Jovi são uma das bandas raras que continuam a ter sucesso sucessivamente depois de mais de 20 anos no activo. Após cinco anos sem gravar material novo os Bon Jovi estão de volta á ribalta graças ao hino It’s My Life . bons tempos em que revivíamos mais uma vez a febre dos Bon Jovi. O sucesso comercial, apesar de soarem mais pop/rock do que nunca, deve-se também a excelentes músicos que souberam “fabricar” clássicos. Curiosamente é tradição um álbum abrir com faixas que imediatamente tornem-se em verdadeiros êxitos graças aos refrães inesquecíveis (We Will Rock You, Sunday Bloody Sunday, Highway To Hell e etc...) tal como acontece com It’s My Life que alcança sucesso na terra natal e principalmente na Europa. De estrutura pop/rock que encaixa na perfeição para as rádios. Tal como em Living Like A Prayer Ritchie Sambora usa o talk box, a letra faz referências a Frank Sinatra (“I did it my way”). Say It Isn’t So orientado para pop tem um video clip memorável com actores dentro dos seus mais famosos filmes. É pena o single não alcançar a máxima posição mas não deixa de ser uma faixa interessante. Thank You For Loving Me é sem duvida uma das melhores baladas que a banda já compôs. A voz de Jon Bon Jovi está no seu expoente máximo, oiçam o piano, simplesmente sublime. Two Story Town de andamento harmónico possui uma melodia relaxada. Next 100 Years são os Bad Company nos tempos de hoje com uma mistura de soul e gospel no final. Ou seja uma balada/pop. A banda não se esquece das suas influências e arrasam com o hard rock Just Old. A seguir vem uma das melhores composições do álbum: Mystery Train. Pop melódico com acordes simples mas puros cheios de sentimento (demasiado piegas, não?) como se estivéssemos á beira da janela e sentimos nostálgicos. Simplesmente inexplicável. Save The World sistematiza-se por um pop moderno com uma mensagem simples: ainda há esperança e podemos tentar salvar o mundo mesmo que não seja muito. Captain Crash and the Beauty Queen From Mars cmeça com um solo devastador de Ritchie Sambora na guitarra para depois entrar Jon Bon Jovi, espécie de crooner na voz, é uma faixa hard rock ao estilo de Thin Lizzy (uma das suas influências). Curiosamente faz insinuação á personagem de David Bowie nos tempos de Ziggy Stardust (“Dressed up just like ziggy but he couldn't play guitar”). She’s A Mystery segue a linha bem pop/country. Uma balada reflectiva e calma com acordes lindos de viola. Simplesmente belo. I Got The Girl é outro hard rock mas mais pesado com uma letra humorística. A banda “roqua” e “roqua” como se de doidos se tratassem. Um rock and roll sem restrições e porreiro. O álbum fecha com o também single One Wild Night, pop/rock de qualidade e um Jon Bon Jovi cómico na voz (reinará o niilismo?). Uma das melhores deste álbum. Ainda contém um extra: I Could Make A Living Out Of Lovin' You, até não é má, segue um andamente de blues/pop e consegue buscar a atenção ao ouvinte. Pode-se dizer que é um álbum sólido e consistente, moderno e digno de dogmatizar como um dos clássicos da discoteca da banda. adquiri este álbum á sete anos e tenho um carinho especial por ser o primeiro álbum que ouvi e ainda hoje não ganhou nem uma ruga.


1. It's My Life 2. Say It Isn't So 3. Thank You for Loving Me 4. Two Story Town 5. Next 100 Years 6. Just Older 7. Mystery Train 8. Save the World 9. Captain Crash and the Beauty Queen from Mars 10. She's a Mystery 11. I Got the Girl 12. One Wild Night

Led Zeppelin- IV


Talvez o melhor álbum da banda devido á sua versatilidade, diversificação e maturidade em que a banda se encontra. Lidamos então com uma banda que estava no apogeu da sua arte. Os três álbuns anteriores falam por si. O titulo do álbum é confuso, chamam-no de Led Zep IV, Quatro Símbolos ou Zoso, devido ás “runas” simbólicas adoptadas a cada membro. Seja como for, este álbum (já uma relíquia) é vital para coleccionadores do bom rock estilo seventies em que se vivia plenamente em grande forma. Black Dog é genuinamente hard rock/blues em estado de força. Refrães cadenciados e riffs poderosos. O álbum ainda não vai abrandar com a segunda faixa, Rock And Roll. Boggie furioso e terrivelmente excitante fá-lo acordar sem a menor hesitação. Um fiveties rock á maneira do seventies rock, percebeu? Jimmy Page é sem duvida um dos Deuses da guitarra eléctrica mas também sabe homenagear os seus ídolos folk. The Battle For Evermore, um tema de raiz Tolkien, é um folk/blues bem escolhido com a participação especial de Sandy Denny, a diva do folk inglês da banda Fairport Convention. O duo Plant/Denny é simplesmente soberbo! A seguinte faixa é um mito que já foi desvendado imensas vezes mas que não deixa de surpreender pela sua habilidade musical, falo de Stairway To Heaven. De oito minutos, a atmosfera e o tempo vai evoluindo da delicadeza acústica á fúria eléctrica (antes de Bohemian Rhapsody), tudo ilustrado na perfeição meus caros. Misty Mountain Hop é um pop/rock delicioso, cheio de refrães saborosos com um John Bonham bastante preciso. Four Sticks é um boggie quase obsessivo, parece tentar imitar o glam rock dos T-Rex, mas entra em território funk o que faz distanciar do glam. Going To California outro folk mais “hippie” continua com Sandy Denny, a faixa não é igual a The Battle For Evermore, muito pelo contrário, tem um cheiro a sixties. Um unplugged mesmo antes de existir. When The Levee Breaks, obscuro mas pesado e orientado para um som oriental (inventa-se aqui o rock oriental?!), uma futura orientação musical em canções como Kashmir. IV é um álbum simplesmente perfeito, uma obra-prima para apreciar e reouvir até ao fim das nossas vidas. Um “must” dos seventies que ainda não perdeu nem uma ruga e por incrível que pareça continua nas mãos da geração actual, ou seja é eterno. Dominou as tabelas do reino unido e entrou para o segundo lugar da tabela americana, apesar de lançar só um single (Black Dog) é o segundo álbum mais vendido da década 70. Decerto que não se arrependerá em ouvir esta obra prima.