Sunday, June 17, 2007

Bad Company- Bad Company

Uma banda como os Bad Company não podiam resultar melhor que isto! Definindos como super banda e com razão: Paul Rodgers (apesar da proposta irresistivel de substituir Ian Gillian dos Deep Purple decide avançar com o seu novo projecto) caracterizado pela sua voz de blues apaixonantes, pelo Simon Kirke ambos dos Free, por Mick Rhapls (insatisfeito com a liderança de David Bowie nos Mott The Hopple sai de imediato e entra a convite para os Bad Co.), e por Boz Burrell dos King Crimson. Empresariados pelo lendário Peter Grant (também empresário dos Led Zeppelin) assinam contrato para a inexperiente gravadora Swan Song e logo no inicio lançam Bad Company e o sucesso é imediato ocupando o primeiro lugar nos EUA e ocupando a terceira posição no Reino Unido. As suas letras entram nas linhas básicas em que descreve o amor não conseguido e a necessidade de «refrescar as ideias» vadiando. Em termos líricos e visuais os Bom Jovi bem podiam ser os Bad Co nos anos 80 já que prefiguram com similaridade. O disco apresenta-se de blues e rock in roll quase clássico e quase pré-moderno ou seja: eles encontraram uma sonoridade única que iria definir a banda nos próximos discos. Baladas roqueiras de sucesso iriam ser a marca registada da banda. Comecemos por Can’t Get Enough. A faixa apresenta um blues pesados e quase hard rock e decerto que para quem é fã do rock setecentista não vai desiludir com esse clássico fartamente passado nas rádio fm de rock. É uma canção que fala de amor nada mais mas que torna-a num clássico é pelas guitarradas de Simon Kirke. A Rock Steady, na minha opinião a melhor de todas, com ingredientes básicos mas Paul dá um toque especial graças à sua voz única. O intro e os refrães não desapontam. Ready For Love com um blues quase funk e badalado pela voz charmosa de Paul. Se para quem gosta de gospel com coros em uníssono decerto que a Don’t Let Me Down é a canção certa para os seus ouvidos. Bad Company não desiludi tal como o resto das faixas, não é só mais uma para preencher o álbum mas sim mais um clássico. As memoráveis linhas «Till the day I die» são tipo quase teatrais de um clima avassalador ou tipo cabaret em que está num estado melancólico. Pura poesia. O ponto alto também está presente no baixo alinhado de Boz Burrell e Paul toca piano na mesma tal como em Don’t Let Me Down. The Way I Choose uma balada quase jazz que percorre também blues de letra em que narra momentos de lamentos no passado. O rock in roll aperta-se em Movin’ On num estilo quase cowboy e cheio de estilo com grandes solos de Mick Ralphs. Seagull é simplesmente maravilhosa. Estou certo se fosse lançado em single seria um sucesso de tabelas. Uma balada quase country, a Seagull é simplesmente soberba, é dificil odiar este clássico. Paul nunca esteve melhor, Mick nunca tocou excelentemente guitarra acústica como aqui. Num clima tipo «hippie» a harmonia está presenciada fazendo lembrar o coral de Simon e Grafunkel. Para quem gosta de rock clássico ou de Bon jovi ou Journey não desiludirá com esta pérola que é considerado nos dias de hoje um clássico.

Paul Rodgers- Voz e piano e co-guitarra em Can’t Get Enough

Mick Ralphs- Guitarra/Keyboards

Roz Burrell- Baixo

Simon Kirke- Bateria

Mel Collins- Saxofone em Don’t Let Me Down

Produzido por Bad Company Lançado em Junho de 1974

Monday, June 11, 2007

Bryan Adams- Reckless

Bryan Adams não foi só um rapaz de calças de ganga e de t-shirt cantando baladas pop e endoidecendo raparigas na década 80. ele sabia e ainda sabe fazer um bom rock in roll, límpido, directo e por vezes até pesado. Reckless por sinal é o que melhor sintetiza a sua maestria. Mesmo antes deste grande clássico Bryan Adams já estava no mundo da musica lançando três álbuns de grande qualidade (Bryan Adams, You Want It, You Got It e Cuts Like A Knife) mas foi com Reckless que acertou, devido á grande variação musical e inspiração, e também por ser o trabalho menos pesado e mais acessível. Keith Scott (guitarrista) que acompanha Bryan Adams desde o inicio da carreira, fazendo dupla com o próprio Adams nas guitarras ritmicas, demonstra um talento fora do vulgar em tocar solos bem competentes e agradáveis (ao vivo chega a tocar 10 minutos tal como Brian May a tocar Brightom Rock), é elemento bem fundamental para a constituição da banda. Ironicamente estávamos numa época em que as tabelas eram dominadas por sintetizadores (tipo Tears For Fears, Madonna, Despeche Mode) Bryan Adams cingiu-se ás armas e ofereceu uma elite de clássicos do rock que vale a pena lembrar. Vamos a isso:

One Love Affair- simplesmente uma grande musica. Veiculada por um clima pop/rock, a vocal de Bryan está em grande forma, muito melodiosa, o álbum abre em grande estilo.


She’s Only Happy When She’s Happy- de estilo rock in roll bem básico com um feeling «cool», agradável de ouvir e dificil de detestar.


Run To You- quem não conhece esta faixa! Um grande clássico na década 80, em que passava fartamente nas discotecas e nas rádios (e ainda hoje passa), com um grande riff, bem trabalhada e muito comercial, de formato pop.


Heaven- Uma super balada muito pop, chegou a numero um nos EUA. As teclas dominam de uma forma magistral, faz qualquer um tremer de emoção (‘tou a exagerar). Só acho pena que esta faixa tenha sido evitada nos dias de hoje, por sinal é uma grande canção.


Somebody- espectáculo! É tudo o que posso dizer. Tem um certo feeling de estarmos a ouvir ao vivo, porque os refrães apelem muito a que o publico acompanhe o cantor, cheia de energia é um clássico absoluto de rock in roll e como não podemos deixar de esquecer Keith Scott faz um solo formidável.


Summer Of ’69- mais um grande clássico de Bryan. A letra fala basicamente da adolescência de Bryan com uma certa ironia, o intro é fantástico com grande riffs, uma faixa bem ao estilo de pop/rock que passou extensas vezes na MTV. Agrada muito ao ouvinte é difícil de detestar. Curiosamente Bryan tocou esta faixa ao vivo no Pavilhão Atlântico em versão acoustica, que eu detestei, merecia ter mais destaque e um formato original, e a Somebody infelizmente foi esquecida.


Kids Wanna Rock- Rock da pesada. A letra é bem engraçada e simples. Apela a que os Djs das rádios toquem mais rock, o Disco e New Wave recebe uma espécie de duras criticas por parte de Adams, mas isso tudo numa brincadeira.


It’s Only Love- Bryan canta em parceria com Tina Turner este clássico. Bem energético mas que demonstra ser uma faixa roqueira como se Tina estivesse a voltar aos velhos tempos, vozes impecáveis mas sofre por ser uma faixa um bocado desordenada e directa.


Long Gone- uma das minhas faixas favoritas, Bryan Adams está fenomenal na voz de cronner, com uma batida bem pesada e mais uma vez apresentamos um dos grandes guitarristas: Keith Scott em grande estilo.


Ain’t Gonna Cry- o inicio surpreende qualquer um pela entrada das baquetas com todo o furor e fúria. O baixo também se torna audível. Está aqui um pouco de tudo, é uma faixa com um rock in roll bem relaxado e mais uma vez Bryan usa a voz de cronner, com refrães pegajosos e energéticos e Keith brilha mais uma vez com um solo bem distorcido. Ou seja o álbum encerra em grande estilo.


Bryan adams só descobriu o seu estrelato definitivo com (Everything I Do) I Do It For You mas a sua verdadeira obra olha desde para trás até ao seu ultimo álbum. Se para quem prefere um rock mais pesado (chegando mesmo ao hard rock) aconselho vivamente Waking The Neighbours. Bryan Adams sempre recusou o estatuto de superstar sendo sempre o mesmo musico desde o inicio, ou seja sincero sem mudanças sonoras, fazendo aquilo que ele mais gosta de fazer: tocar guitarra, é esse o eterno adolescente que traz grandes surpresas e muito rock in roll. O trabalho Reckless é um dos meus álbums favoritos da década 80 e o melhor da carreira de Bryan Adams. É intemporal.


Lançado a Fevereiro de 1985

Produzido por Bob Clearmountain

David Bowie- Alladin Sane (1972)


David Bowie tem razões para sorrir após ter produzido enormes sucessos de artistas de renome conhecidos como os Mott The Hopple (em All The Young Dudes) e Lou Reed (em Transformer) e de ter a imprensa ao seu lado pela primeira vez graças ao incontestável álbum que é considerado um dos grandes clássicos da era Glam Rock, o Ziggy Stardust. Mesmo antes de Ziggy Stardust David Bowie já haveria criado grandes clássicos como o folklórico Space Oddity, o muito hard rock em The Man Who Sold The World e o variado acústico de Hunky Dory. David Bowie criara a sua própria personagem fortemente influenciada por Iggy Pop e Mark Bolan mas ao mesmo tempo com um estilo único, com trajes futuristas, cabelo em forma avermelhado de cenoura e muita excentricidade, desse mesmo visual levara-o a identificar-se como superstar. Aladdin Sane é todo composto liricamente e musicalmente por David Bowie a acrescentar ainda uma cover dos Rolling Stones (Let’s Spend The Night Together). A banda acompanhada é Mike Garson no piano (abandonado por Rick Wakeman) que cria climas extraordinários, Mick Ronson na guitarra (grande guitarrista), Trevor Bolden no baixo, Woody Woodmansey na bateria e como gospel vai Linda Lewis, os irmãos MacCormack e Juanita Franklin. Fortemente influenciado pelo livro "Vile Bodies" de Evelyn Waugh, onde visões de Armageddon, a eliminação da diferença entre os sexos, como também a conquista da vida sobre a morte e sobre o conceito que conhecemos como tempo. Todas as coisas resultam desse mesmo disco, mas não indo à conceptualidade. O álbum abre com o muito rock stoniano WATCH THAT MAN, de clima Exile On Main Street, mas o que torna ainda comparativo é pela backing vocals e sopros ai adicionados, realçando uma fórmula empolgante. A próxima faixa é uma obra prima. O título da canção, Aladdin Sane é na verdade um arranjo discreto de "A lad insane", um rapaz insano. Ao lado do nome, existe três datas em parênteses, 1913 - 1938 - 197?. Os primeiros dois anos têm em comum de serem anos de vésperas do inicio da Primeira e Segunda Guerra Mundial, respectivamente. É apenas natural supor que a terceira lacuna, especula sem determinar a véspera da Terceira Guerra Mundial, ou seja, um mistério já resolvido visto que já ultrapassámos esse tempo. Liricamente representa algo abominável, o povo inglês que vivia cheio de prazeres e depois vem o inevitável, a Grande Guerra, em que as pessoas iriam à tona sendo lançado a um holocausto sem fim, é uma metamorfose do que a América está a ser. Drive In Saturday parte do pressuposto, que o povo depois do holocausto, agredido pela radiação que ataca os órgãos sexuais e atrofiam os instintos, acaba por esquecer como amar com relações sexuais. Sobra como opção de tentar reaprender assistindo a filmes nos drive-ins. Outra faixa, Panic In Detroit nasceu de uma conversa entre Iggy Pop em que sonhava sobre a pura anarquia e rebelião contra o sistema com os seus amigos da escola, entrincheirados de metralhadoras e uma boina na cabeça. Depois de Iggy ter ido embora David imaginou-o como um Che Guevara membro da Gangue Nacional do Povo, é uma canção algo pesado à la Bo Diddley com ritmos de Mick Rosnson. Cracked Actor apresenta-nos como personagem, um actor envelhecido e decadente, mal intencionado e mercenário. Time abre o segundo lado trazendo de volta Mike Garson com seu piano que nos remete directo para o teatro. Bowie interpreta e questiona no melhor estilo Brecht - Weill, a máxima de Shakespere, ao reflectir que o mundo não é um palco mas sim um camarim. E ao pisar no palco, o tempo pára. A frase (...) demanding Billy Dolls (...), é uma referência a Billy Murcia, baterista do New York Dolls que acabara de morrer em Londres no Verão. Sem duvida uma balada excepcional com gospel no seu melhor estilo, inovador. A coverizada Let’s Spend The Night Togheter, um rock duro, rugoso e simples fala da heterossexual da década de sessenta Bowie parece tentar alterá-la implicando a ideia de que fora composta falando sobre a homossexualidade. Jean Genie de grandes riffs mostrando um Mick Ronson puro com a sua Gibson, uma canção hard rock que se tornou num dos grandes singles do século XX e da década de setenta. Finalmente fechando, Lady Grinning Soul uma das interpretações mais bonitas de David Bowie em toda sua carreira. Essa balada é lindamente arranjada com violões de seis e doze cordas, além de um piano riquíssimo, novamente nas mãos de Garson. Não é um álbum conceptual, muito pelo contrário, é simplesmente uma selecção de grandes faixas resumidas a serem ouvidas e sancionadas pela curiosidade, vale a pena ouvir e “reouvir” uma grande colecção de sublimes baladas e rock speedado, um álbum verdadeiramente glam rock. Conta com a produção de David Bowie e Ken Scott. Embora que o álbum que mais oiço e goste seja o conceitual Ziggy Stardust o Aladdin Sane está entre os melhores deste grande mestre.

Syd Barret

Syd Barret Roger Keith Barret (nasceu a 6 de Janeiro de 1946, em Cambridge, Inglaterra) , mais conhecido por Syd Barret, era um génio no meio musical que o destino amargou-o dando poucos anos de vida a Syd na musica, mas temos que reconhecer que Syd Barret era um génio que transbordava loucura e inovação. Muitos como ele nunca houve, se quer a prova ouve The Piper At The Gates Of Dawn, obra prima absoluta dos Pink Floyd! Foi um dos fundadores da banda Pink Floyd, que fundou nos princípios de 1960, infelizmente uma das poucas coisas que muita gente não sabe é que Syd Barret foi inovador pela razão de explorar como nunca as capacidades sonoras da distorção e especialmente por explorar a recém chegada máquina de eco. Cada vez mais a musica pop/rock ia ganhando importância e já não era só os singles quer importavam, o álbum ao todo era considerado obras-primas em que cada faixa ganhava identidade própria, letras bem arrojadas, instrumentos exóticos e pura êxtase. Assim começou o movimento rock progressivo, em que reinava acima de tudo o experimenta. O que mais caracterizava o rock progressivo era a tentativa de não ter estilo próprio mas explorar outros estilos para além do mesmo. Há quem diga que a marca inicial do rock progressivo, ou seja a sua génese é The Piper At The Gates Of Dawn outros afirmam que é St Pepper’s Lonely Hearts Club Band mas seja como for curiosamente as duas banda partilharam o mesmo estúdio durante as sessões desses mesmos álbuns aqui dito. Na altura Roger Waters, Right Wright e Nick Manson, na época em que frequentavam a faculdade de Cambridge, formavam a banda Sigm 6 em que interpretavam clássicos de rock e até de folk. O grande momento da banda ocorreu quando Roger "Syd" Barret, se juntou á banda, que estudou com Roger Waters na Cambridge High Scholl. Foi de Barrett a idéia do nome Pink Floyd Sound, mas mais tarde abreviou o nome da banda para Pink Floyd (o nome era uma homenagem aos blues-men Pink Anderson e Floyd Council, influências de Syd). À medida que a popularidade dos Pink Floyd aumentava, assim como o consumo de drogas psicotrópicas por parte de Syd (especialmente LSD), a sua apresentação nos concertos tornava-se cada vez mais imprevisível e bizarro e o seu comportamento geralmente direccionava para o sucesso da banda. Os problemas vieram á baila durante a primeira digressão do grupo pelos Estados Unidos nos finais de 1967, Syd começou revelar um comportamento extrovertido e cada vez mais se ausentava causando cada vez mais problemas para o grupo. Contam-se muitas histórias sobre o comportamento bizarro e imprevisível de Syd, algumas delas sem dúvida falsas, mas sabe-se que outras são verdadeiras. Numa ocasião famosa, no programa de televisão de Pat Boone recusou-se a fingir que actuava, ficando parado, de braços caídos apoiado no corpo e olhando fixamente para a câmara, hipnótico. Noutro incidente bem conhecido, diz-se que antes de entrar em palco Syd terá esmagado uma caixa inteira de tranquilizantes Mandrax misturando-os com uma grande quantidade de creme para o cabelo Brylcreem, depois pôs a mistura sobre a cabeça e colocou-se por debaixo dos projectores de palco; a mistura viscosa derreteu e começou a escorrer pela sua cara dando a aparência desta se estar a derreter. Outra história diz que Syd apareceu no estúdio apresentando aos colegas uma música nova chamada Have You Got It Yet. Conforme ia ensinando a canção ao grupo tornou-se óbvio que ele mudava os acordes cada vez que a tocava, tornando impossível a sua aprendizagem e acompanhamento. Tem sido afirmado que os seus problemas com a droga não teriam sido apenas da sua responsabilidade, que ele era regularmente 'doseado' (tomava LSD sem o seu conhecimento) por "amigos" que lhe davam LSD todos os dias, embora antigos amigos de Syd Barrett tenham desmentido este facto num artigo sobre Barrett publicado no The Observer em 2002. Quaisquer que fossem as causas, o que é certo é que passados apenas 2 anos da formação dos Pink Floyd, Barrett abandonou o grupo. Após ter gravado algumas partes do segundo álbum dos Pink Floyd, A saucerful of secrets em 1968 - incluindo Jugband blues, que faz referências óbvias à sua crescente indiferença em relação à banda - Barrett foi dispensado do grupo. A intenção original era de que Barrett continuasse a contribuir para a escrita e gravação, e como ele era o principal compositor, havia a esperança que ele desempenhasse um papel semelhante ao do líder dos Beach Boys, Brian Wilson, que apesar de ter deixado de actuar ao vivo, tinha continuado a compor para o grupo. Mas Syd cada vez menos contribuía para a banda e o seu comportamento era cada vez mais errático, de tal forma que os outros membros do grupo deixaram de o convidar para os concertos e sessões de gravação. O grupo contratou um velho amigo de Cambridge, guitarrista, David Gilmour, para primeiro desenvolver novas ideias para a banda e depois substituir Syd nos concertos, mas depressa se tornou óbvio que Syd nunca mais voltaria. A transição foi fácil pelo facto de Gilmour ser mais do que capaz de ocupar o lugar de Syd (foi Gilmour que ensinou Barrett a tocar guitarra) e que mesmo que ao seu estilo faltasse o experimentalismo atrevido pelo qual Syd era conhecido, era um vocalista e compositor excepcional e um guitarrista dotado. Assim, Gilmour tornou-se um membro permanente da banda, com o baixista Roger Waters a tomar a liderança do grupo. O declínio de Syd teve um profundo efeito na escrita de Gilmour e Waters, e o tema da doença mental e a sombra da desintegração de Syd penetrou nos três álbuns de maior sucesso dos Pink Floyd, The dark side of the moon, Wish you were here e The wall. Syd foi-se retirando do mundo da música aos poucos, embora tivesse feito uma breve carreira a solo editando dois álbuns idiossincráticos mas bastante complexos comoThe Madcap Laughs (1970) e Barrett (1971). A maior parte do material de ambos os álbuns terá sido escrito no seu período mais produtivo (fins de 1966 e princípio de 1967), acreditando-se que terá escrito muito pouco após ter deixado os Floyd. O primeiro álbum apresenta fortes indícios do frágil estado de espírito de Syd, com faixas como "Dark globe" a mostrarem claramente que, apesar de ele ter bom material para trabalhar, era praticamente incapaz de participar em algumas sessões. O segundo álbum mostra um maior esforço em conseguir um acabamento mais polido. Em ambos os álbuns Syd trabalhou com o empresário dos Floyd, Peter Jenner, com Waters, Gilmour e com membros dos Soft Machine. Syd contribuiu também para a gravação do LP "Joy of a toy" de Kevin Ayers, embora a faixa em que ele tocou guitarra, "Religious Experience (singing a song in the morning) não fosse comercializada até 2003. Houve algumas sessões para um terceiro álbum que foram abortadas e que segundo se consta terminaram após Syd ter atacado um empregado do estúdio que lhe apresentou umas letras escritas a vermelho, e que Syd presumindo que se tratava de contas para pagar lhe teria mordido a mão. Syd passou muitos dos anos seguintes a pintar, e as poucas telas que ele deu ou vendeu são hoje muito valiosas. Syd continua a pintar e muitas vezes a ouvir música, estando entre os seus favoritos os Rolling Stones, Booker T. & The MGs e compositores clássicos, não tendo dado nenhuma atenção a uma compilação dos Pink Floyd que lhe foi oferecida. Syd continuou a sofrer de doença mental, bem como de problemas físicos provocados por uma úlcera péptica; mais recentemente foi-lhe diagnosticado diabetes. Foi ocasionalmente hospitalizado, existindo muita especulação entre os seus fãs e a imprensa sobre as causas desses internamentos. De acordo com um artigo publicado em The Observer em 2002, Syd não toma qualquer medicação e especula-se que poderá sofrer de uma forma severa do Síndrome de Asperger. Pese o facto de Syd não aparecer nem falar publicamente desde 1973, o tempo não diminuiu o interesse na sua vida e obra, nem o interesse da imprensa na sua história; infelizmente, jornalistas e fãs continuam a deslocar-se a Cambridge á sua procura, invadidndo a sua privacidade. O álbum de 1975 "Wish you were here" foi um tributo a Syd Barrett (que diz-se, ter aparecido de surpresa numa sessão de gravação, afirmando estar pronto para trabalhar outra vez); a faixa Shine on you crazy diamond, que abre e fecha o álbum, fala sobre Syd Barrett, conforme é reconhecido por alguns membros dos Pink Floyd. A faixa " I know where Syd Barrett lives" de Television Personalities é outro tributo bem conhecido. Supostamente, Roger Waters, usou a partida de Barrett e a sua condição, como inspiração para o álbum The dark side of the moon, assim como, terá baseado o comportamento e personalidade de 'Pink', o principal personagem do filme The Wall, na vida real de Barrett. Em 1988 a EMI editou " Opel ", um álbum de material não editado de Barrett gravado em 1970. A EMI editou também "The best of Syd Barrett - Wouldn't you miss me?" no Reino Unido em 16 de Abril de 2001 e a 11 de Setembro do mesmo ano nos EUA.



Discografia a Solo:


The Madcap Laughs


Barrett


The Peel Sessions Opel


The Best of Syd Barrett - Wouldn't You Miss Me? (compilação)

Dimebag Darrell

Dimebag Darrell (1966-2004)
Darrell "Dimebag" Abbott nasceu em 1966 no dia 20 de agosto e faleceu em 8 de dezembro de 2004. Mais conhecido como Diamond Darrell, foi guitarrista das bandas de heavy metal Pantera e Damageplan. Darrell Lance Abbott nasceu em Dallas, no Estado norte-americano Texas, filho de Jerry Abbott, compositor de música country. O seu pai era dono de um estúdio de gravação na cidade de Pantego, Texas, onde Darrell viu a performance de muitos guitarristas de blues, inspirando-o a aprender a tocar o instrumento. Logo, Dimebag começou a participar em concursos estaduais de guitarra e com apenas 16 anos ficou proibido de participar porque ganhava muitas vezes. Entre as principais influências musicais de Dimebag estavam Judas Priest, Randy Rhoads, Eddie Van Halen, Ace Frehley e os velhos blues. Os Pantera iniciaram a sua carreira- corria o ano de 1981- em torno dos irmaos Darrel Lance Abbott e Vincent Paul Abbott. Apesar do ambiente musical ali vivido Dimebag só começou realmente a interessar-se por guitarra depois de ter assistido a uma actuação dos Kiss ao vivo. A devoção pela banda era de tal maneira grande que até chegou a fazer uma tatuagem do autógrafo de Ace Frehley no peito. Curiosamente a devoção de Dimebag aos autores de “Destroyer” foi perpetuada até ao fim- o guitarrista foi sepultado num dos famosos caixões comercializados pelo grupo liderado por Gene Simmons. A primeira versão dos Pantera deu os primeiros passos no circuito de clubes de Texas fazendo versões de clássicos de Van Halen e Kiss. O primeiro passo em direcção a uma carreira auspiciosa foi com o lançamento do primeiro álbum, “Metal Magic” produzido pelo próprio pai de Dimebag e editado pela própria editora da banda: Metal Magic Records. curiosamente a banda seguia um visual glam rock 80’s com uma sonoridade influenciada pelos Def Leppard, Kiss e Van Halen. Chegaram a abrir para os Stryper, Dokken e Quiot Riot. O álbum de estreia vendeu 25 mil cópias apesar da fraca difusão. É com a entrada de Phil Anselmo e com o álbum, já com um alinhamento trash, que a banda começa uma nova era onde depois seguem uma carreira gloriosa com os álbuns seguintes. Na altura em que estavam, sem um contrato discográfico Dimebag chegou a fazer uma audição para guitarrista dos Megadeth. A integração do grupo foi-lhe proposta mas o musico tinha uma condição inegociável: só entraria se o seu irmão entrasse como baterista. Como é obvio o acordo acabou por não se realizar e Dimebag ficou de fora. Depois de assinarem um contrato com a Atco Records, os Pantera ressurgiram com um novo visual e uma sonoridade bem potente a que eles próprios chamaram de “power groove”. O álbum Cowboys From Hell surgiu nos escaparates em 1990 e tornou-se no álbum que lhes deu a reconhecer mundialmente. Em 91 o quarteto fez a sua primeira digressão acompanhada pelos Judas Priest e chegaram mesmo a tocar em Portugal. Saiba-se que os Pantera foram a primeira banda de metal a entrar directamente para o 1º lugar na Billboard com o álbum consagrado, Far Beyond Driven. Sem duvida que Dimebag merece estar na lista dos grandes guitar heros juntamente com Tommy Iommi, Eddie Van Halen, Jimi Hendrix, Randy Roads e Ace Frehley. Dimebag foi um dos grandes heróis que eu admirei e ainda admiro. A sua presença era de tal maneira forte que nunca me esquecia há quase dez anos quando ele apareceu num dos vídeos dos Pantera na RTP1.

Descanse em paz, Dime!


A Tragédia

O guitarrista dos Damageplan e Pantera, influente musico pela sua técnica e virtuosismo, foi assassinado na noite de quarta-feira, 8 de Dezembro, em Columbus, no estado norte americano de Ohio. Nos momentos iniciais de uma actuação no clube Alrosa Villa, Dimebag Darrell Abbott foi surpreendido por vários tiros disparados á queima-roupa por Nathan Gale, um residente local de 25 anos. O assassino veria a ser abatido pelas forças locais, não sem antes tirar a vida a outras três pessoas e ferir mais duas. Ao contrário do que fora inicialmente ventilado, todos os outros três elementos do Damageplan saíram ilesos do incidente. Desconhecem-se no entanto as razões do insensato acto, sendo que Gale entrou no recinto através de uma de uma alta vedação não tendo passado por barreiras de segurança. Só quando o agente James D. Niggemeyer abateu o agressor, o pesadelo acabou. Jeff “Mayhem” Thompson, o segurança da banda de 40 anos, Erin Halk um empregado da sala de 29 e Nathan Bray, um assistente de 23, foram as outras vitimas mortais do incidente. A 14 de Dezembro ocorria em Arlington, no Texas, o funeral de Dimebag, sepultado num Kiss Kasket. Amigos como Eddie Van Halen, Zakk Wylde, Dino Cazares e elementos dos Slipknot compareceram na cerimónia que inclui uma despedida musical: Patrick Lachman, vocalista dos Damageplan, interpretou com Jerry Cantrell e Mike Inez os temas “Brother” e “Got Me Wrong” dos Alice In Chains. Quem foi “barrado” do funeral foi Phil Anselmo. Companheiro de Darell durante anos nos Pantera, Anselmo viajou até ao Texas para um ultimo adeus ao guitarrista mas a família do mesmo fez-lhe saber que não seria bem vindo ao evento. Fresca ainda estava a entrevista publicada na edição de Dezembro da revista britânica Metal Hammer em que, a certa altura, o vocalista refere que Dimebag “merece ser severamente agredido”. A verdade é que Phil Anselmo parece ter sofrido como poucos esta perda e as suas palavras não deixaram duvidas. Tudo que leva a crer que Nathan Gale era um fã obcecado pelos Pantera e não terá lidado bem com o fim do grupo. Mary Clark, sua mãe, veio a declarar que o filho sofria de uma doença mental, tendo lhe sido diagnosticado em 2003 uma paranóia esquizofrénica. Dai ter sido destituído do corpo americano dos Marines onde esteve ano e meio. Envolvido com drogas e “temperamento inconstante” também não são estranhos á sua personalidade, como pessoas próximas dele referiram. Perde-se assim um dos músicos mais carismáticos do seu tempo e a fazer o que mais gostava- a tocar guitarra. Certamente ninguém sentiu esta morte do que Vinnie Paul, baterista dos Pantera e Damageplan, que se despediu do seu irmão com estas palavras: “Ainda que com enorme grandiosidade a tocar guitarra, o Dime vai ser mais lembrado pela sua generosidade, carisma, carinho e amor pelos outros. A mais cintilante estrela do Texas brilha nesta noite”.


o rapaz prodigio com apenas 16 anos... http://youtube.com/watch?v=TbruCgUpq70


Discografia Pantera

1983: Metal Magic

1984: Projects in the Jungle

1985: I Am the Night

1988: Power Metal

1990: Cowboys from Hell

1992: Vulgar Display of Power

1994: Far Beyond Driven (Platinum)

1996: The Great Southern Trendkill

1997: Official Live: 101 Proof

2000: Reinventing the Steel


Damageplan

Devastation Sampler (EP)

New Found Power


Rebel Meets Rebel

Rebel Meets Rebel

Monday, June 4, 2007

Iron Maiden- A MATTER OF LIFE AND DEATH

Grandes Iron Maiden! A volta foi surpreendente com a dama de metal a mostrarem mais uma vez que têm garra e que Eddie está de volta para aterrorizar os corações dos mais fracos. Apesar de a fórmula ser a mesma desde a metade da década 90 os Maiden são donos de um estilo único e inconfundível e outra das grandes proezas é que três guitarras em simultâneo funcionem perfeitamente bem, algo que raramente resulta bem noutras bandas, a formação é a mesma desde o grande e já clássico álbum Brave New World (2000) e Steve Harris, lider e baixista do grupo consegue entreter-nos e impressionar-nos sempre com algo diferente. Talvez Matther Of Life And Death seja o mais progressivo e longo de todos os originais da banda mas não é o ‘mais chato’ aliás consegue muito bem agarrá-lo ao som delicioso e único. O álbum abre com Different World muito orientada para o hard rock dos seventies, um pouco de Thin Lizzy ou Black Sabbath mas ainda mais pesado. É o básico da discografia dos Maiden abrirem sempre com faixas roqueiras para relaxar e apreciar. Dava um belo single. These Colours Don’t Run tem como tema a guerra fria, a faixa abre com o excelente solo melódico de Dave Murray. Brighter Than A Thousand Suns é impressionante e a isso deve-se muito ao grande vocalista, o senhor Bruce Dickinson. Ele abusou muito nas vocais com ecos e sabe-se lá mais o quê. The Pilgrim é excelente (aliás aqui tudo é excelente) o recurso das vocais dobradas foi muito bem usado (tom médio e alto), o destaque vai também para Nicko Mccbrain, pode ser já velho mas ainda sabe dar porrada na bateria e também mostra que tem técnica e truques na manga. The Longest Day muito bem detalhada, épica e excelente trabalho nas linhas do baixo e guitarra. É um marco para o Maiden mais progressivo. O tom grave de Dickinson no intro é uma surpresa e atmosfera musical é aterradora, Mccbrain cria trovões com a sua bateria e os refrães em plenos pulmões são admiráveis Out Of The Shaddows, uma das faixas curtas, muito progressivo e adiciona-se também os violões e já para não se esquecer o solo fenomenal de Adrian Smith (na minha opinião o melhor solista da banda). The Reincarnation Of Benjamin Breeg é uma excelente faixa bem roqueira, de certeza que já houve gente que ouvi-a no Top + ou no VH1, pois foi lançado em single e é uma das minhas favoritas. Apesar de não ter um formato mais comercial feito para ser single este está entre os clássicos que merece entrar para um dos Best Of da dama de ferro. Agora se quem é Benjamin Breeg isso ainda é um mistério. For The greater Good Of God é uma critica que fala sobre individuos que usam o nome de Deus para os seus próprios fins. A sensação que tive ao ouvi-la foi a de ficar impressionado com o que esse pessoal podia fazer ao vivo no estudio sem recorrer a essas tretas digitais ou truques de estúdio, a técnica é benevolente e são mestres da arte de fazer a musica mais ao natural usando os seus próprios recursos. Lord Of Light tem influencias do Factor X, Adrian mais uma vez faz um óptimo trabalho na guitarra introduzindo solos extenuantes mas não deixa de ser a melhor faixa do álbum, embora que seja agrdável ouvi-la. Por fim temos o épico e mais progressiva faixa de todas nesta já obra-prima: The Legacy. Já considerado a faixa favorita neste álbum pelos fãs da banda e de facto não é para menos. Se ouvirem sabem do que estou a falar. O ambiente alterna-se entre balada, peso e riffs unicos, uma Bohemian Rhapsody á maneira dos Maiden. Longa e muito técnica as vocais de Dickinson são excelentes, de certeza uma faixa muito trabalhada e cuidada. A Matter Of Life And Death é um excelente álbum, ainda mais ao estilo do líder da banda, Steve Harris (como ele disse que as suas influencias são do rock progressivo tipo Pink Floyd ou Yes), do que da banda. Apesar de continuar a preferir o The Dance Of Death, dos trens da nova formação este registo dos originais já é um marco histórico da banda e isso deve-se ao excelente profissionalismo da banda no estúdio. Os Iron Maiden serão sempre a minha banda favorita no panorama heavy metal e eles são os mais sinceros possíveis enquanto vemos os Metallica mais comerciais do que nunca e recorrem a cada estupidez como psicológicos ou sabe-se lá mais o quê os Iron Maiden mantém o emblema metaleiro.

Sex Pistols- Never Mind the Bollocks Here's the Sex Pistols

Os Sex Pistols não foram exactamente como tantas outras bandas que adquiriram vontade de montar uma banda mas sim uma questão de marketing por culpa de Malcolm McLarem, um pequeno empresário burguês londrino que no início da década de 70 que possuía uma loja de roupas e acessórios de couro chamada Sex. Para montar os Sex Pistols, chamou os clientes habituais da sua loja, Glenn Matlock (baixista), Steve Jones (guitarrista), Paul Cook (baterista). Nenhum deles eram músicos profissionais ou mesmo músico inspirado (apenas Cook e Jones já tinham participado numa banda chamada The Strand), mas tocavam mais do que suficiente para levar adiante o projecto de Malcolm. Para vocalista da banda foi escolhido John Lydon (que entraria para a história como Johnny Rotten, algo semelhante a Joãozinho Podre, em virtude dos seus dentes estragados). Conta a lenda que Lydon foi imediatamente integrado na banda ao entrar na loja de Malcom usando uma camisa com a seguinte frase:"I Hate Pink Floyd" e dispôs-se a fazer um teste acompanhando por uma jukebox. Ao principio não tinham atraído a atenção do publico mas pouco a pouco conquistaram fãs fiéis e influenciaram algumas bandas de renome do punk inglês como os The Clash ou Siouxie and The Banshees. Muitos pensam que o Punk foi inventado pelos Sex Pistols mas muito pelo contrário. O punk já existia desde a metade da década 60 com os The Who (carreira inicial), The Troogs ou The Stooges. O primeiro single a ser lançado foi o polémico e clássico ‘Anarchy In The UK’ com os famosos versos «...I Am na Antichrist, I Am na Anarchist...» e foi um sucesso imediato nos finais do ano de 1976. Pela primeira vez havia uma banda que tinha coragem de confrontar o governo inglês em publico e a banda rapidamente tornou-se símbolo da insatisfação social e da anti- opressão. Em 1977, já com Sid Vicious no baixo (substituiu Matlock, a razão deste sair foi por certa discordância a nível político) e assinaram com a editora A&M e a Rainha de Inglaterra recebeu como presente por 25 anos de coroação o famoso ‘God Save The Queen’ que chegou a nº 1 nos tops britânicos. A banda foi posta na rua novamente pela A&M e depois assinaram contracto com a Virgin Records. A razão desse acto por parte da editora foi não aguentar a responsabilidade de aguentar uma banda tão perigosa como aquela. E assim gravaram e lançaram o único álbum o Never Mind The Bollocks Here’s The Sex Pistols. O empresário pressentiu e acertou que a banda ia dar mais lucro do que propriamente brincadeira. Recuso-me descrever faixa por faixa porque falar do álbum totalmente conspícuo pela sociedade punk (ainda nos dias de hoje) é o sinónimo de punk básico e a famosa frase ‘’do it yourself’’ com letras provocadoras, emblema da depressão social e do pensamento cismático. A produção em si encontra-se caótica mas é arrastada por uma identidade única e na minha cabal opinião posso dizer que para quem se associa mais ao punk é um álbum que vale a pena ouvir, ranger e enlouquecer. Influenciou em território americano os Green Day e Offspring que queriam reviver uma época já morta. Steve Jones, na guitarra, toca ao máximo estando nas tintas para com o resto, Rotten (que depois deixaria a banda para dedicar-se ao projecto mais sério e complexo, os Public Image Limited que não tinham nada de punk) despeja toda a sua saliva com ‘’Fuck this and fuck that’’ e o resto dispõe-se a seguir o rumo como uma banda de rock in roll deveria ser. Depois deste álbum clássico a formula encontra-se desgastada e os Sex Pistols seriam animais extintos, prisioneiros da ambição de um empresário que á custa deles enriqueceu. Chocante, provocante, sufocante, o Never Mind The Bollocks Here’s The Sex Pistols foi um espirito inquieto que enterrou no momento certo e no lugar certo e abriu novos horizontes á sociedade fomentada por algo novo e talvez quem sabe, algo bisonho e básico. Essencial para fãs coleccionadores da história do rock in roll.


1. Holidays in the Sun 2. Bodies 3. No Feelings 4. Liar 5. Problems 6. God Save the Queen 7. Seventeen 8. Anarchy in the U.K. 9. Submission 10. Pretty Vacant 11. New York 12. E.M.I. tempo total: 38min