Monday, June 4, 2007

Quem ficou para trás? (Parte II)


Trapeze- Meduza
Um bom álbum de soul hard rock e funk (culpa do genial Glenn Hughes) a banda Trapeze abrigou grandes talentos que depois Juntam-se a grandes grupos do rock in roll (Deep Purple, Black Sabbath e Judas Priest). Blues/rock como em Black Cloud e Your Love Is Alright ou baladas como Touch My Life faz este álbum entregar-se ao rótulo de um dos melhores do classic rock e vale mesmo a pena ouvir até porque a sonoridade continua actual. Se gosta dos Bad Company também gosta deste.





Mountain- Climbing! (1970)
Felix Pappalardi (productor genial dos Cream) e o blues man Leslie West consolidam-se com este álbum (o melhor da banda) de blues rock pesadão e com faixas esperimentais (musica flamenga está presente em duas faixas) e a mais conhecida do álbum nada mais do que Mississipi Queen que rapidamente se adaptou ás rádios fm rock e talvez a melhor do álbum. Um trio poderoso e influente trouxe uma obra prima que não merece ser desprezada por um fã de rock seventies. é o unico álbum que fez sucesso na terra natal colocando-se modestamente no 17º na Billboard.



Montrose- Montrose (1972)
Não podemos ignorar que a década 70 produziu excelentes álbums de hard rock e este é o exemplo perfeito a que me refiro. Com Montrose trouxe-nos o jovem Sammy Hagar (futuro vocalista dos Van Halen depois da saida de David Lee Roth). Rock the Nation e Good Rockin' Tonight são óptimas faixas que dariam para conectar-se e simpatizar-se ás rádios fm rock (então naquela altura estavam na moda) mas infelizmente uma banda boa como esta permaneceu-se um pouco despercebida apesar de um sucesso modesto. O furioso Bad Motor Scooter e o comercial Space Station #5 ou até mesmo o inflamável Rock Candy são donos de um certo feeling "cool" e puro rock in roll de óptima qualidade. Obrigatório em qualquer colecção de hard rock seventies.


Vanilla Fudge- Vanilla Fudge (1967)
O primeiro da banda rapidamente testemunhava o caminho que a banda pretendia seguir com muito experimentalismo e faixas consistentes com boas melodias e claro que não podia faltar o rock pesado. You Keep Me Hanging On é o que melhor se ouve na bateria poderoso . She's Not There tem um lindo solo de órgão e Bang Bang que gerou polémica sobre de quem é realmente esta faixa da banda ou Sonny Bono (ex-marido de Cher) mas enfim....Ticket to Ride, Eleanor Rigby e People Get Ready são autenticas porradas sonoras com peso como fermento para fazer crescer a sede que há em si de ouvir e ouvir por mais anos este clássico. Psicadélico também está patente aqui.



Faces- Long Player (1971)
Sim, como o nome indica, provém da banda dos sixties The Small Faces mas agora renovada. Um novato o Rod Stewart (acabara de sair do The Jeff Beck Group que na minha opinião fez um bom trabalho) e Ron Wood que mais tarde entrará nos Rolling Stones permanecendo ai até hoje são as grandes surpresas. Maybe I'm Amazed, ainda melhor que a versão de Paul McCartney um óptimo registo de como a banda era boa na área do pop. Tell Everyone e Richmond (ambas na voz de Ronnie Lane) são baladas sublimes. Há também blues ferozes em Had Me a Real Good Time e Bad 'N' Ruin. A guitarra saturada de Ron Wood e a voz sublime de Rod Stewart 8nada a ver com a musica comercial que fez nos finais da década 70 até hoje) dão dinamica e conceito a esta banda simpática que nos dias de hoje caiu no desconhecido como muitas outras.

Quem ficou para trás? (Parte I)

A razão deste post é um tributo da minha parte ás bandas que ficaram no anonimato mas que eram donos de uma excelente qualidade e que tinham muito a mostrar mas infelizmente gente ignorante (media e etc...) ou o tempo não os deixou.

Dust- Hard Attack (1972)
Dust é um dos power-trios que cairam no esquecimento, mas que conseguiram uma qualidade inquestionável e competencia numa curta carreira (2 anos!). Ao contrário das outras bandas power-trios, os Dust ficaram mais pelas letras elaboradas, solos magistrais e arranjos mais progressivos, mas sem nunca perderem peso. Um álbum que vale a pena ser ouvido, só acho pena não ter sido masterizado, portanto a unica hipótese só mesmo sacar na net. Vale a pena dar atenção á belissima capa do álbum . Para curiosidade, Marc Bell (bateria) virou para uma nova onda, o punk juntando-se aos Ramones sob o nome de Marky Ramone.





Grand Funk- We Are An American Band (1973)
Felizmente esta pérola ainda hoje situa-se no mercado da musica, e de facto não podemos ignorar que os Grand Funk eram os preferidos dos americanos na cena do hard rock, este álbum marcou uma nova sonoridade, mais comercial e acessivel com mais um novo elemento (virou um quartecto), é com orgulho que apresento um dos melhores álbums da década 70. Baladas irresistiveis (os Aerosmith roubaram essa fórmula!!!), hard rock funkeado e muito mais que até mesmo quem não gosta de hard rock não consegue resistir a esse som delicioso e moderno (para aquele tempo).

Blue Cheer - Vincebus Eruptum (1968)

















Lançado em 1968 não teve o sucesso desejado internacionalmente, mas na terra natal vendeu bem entrando no top 20 com o pesadão single Summertime Blues (versão de Eddie Cohran), ainda hoje fartamente passado no VH1. Apesar desse pequeno sucesso eles cairam imediatamente nio esquecimento apesar de bons álbums depois deste. São talvez os verdadeiros pais do metal, inovaram sem medo nem rótulos, deu-nos riffs espectaculares e um baixo vocifero. Rock ácido com blues, a sua marca sonora fá-los recordar ainda para a próxima geração. É pena em Portugal não haver nada deles.

James Gang- James Gang Rides Again (1970)


















Esse álbum só deu nas vistas graças ao rapaz prodigio Joe Walsh (The Eagles), um guitarrista técnico e preciso que deu-nos faixas espectaculares como Take A Look Around em que Pete Townshend (The Who), chegou a copiar uns riffs. Quando o ouvi fiquei simplesmente petrificado com este som porreiro e relaxado. Thirds é outro álbum que também merece uma olhadela (ou ouvidela neste caso). Com Tommy Bolin a substituir Walsh a banda ficou mais pesada mas sempre vigorosa.
Budgie- Never Turn Your Back On A Friend (1973)






Infelizmente os Budgie não tiveram a mesma sorte que os seus contemporâneos (Black Sabbath, Led Zeppelin ou Uriah Heep) mas Never Turn Your Back On A Friend é uma obra prima que merece ser revistada desde a primeira faixa até á ultima e é com orgulho que tenho em minhas mãos esta reliquia. Mais tarde os Metallica iriam buscar um pouco da fórmula desta banda e também coverizar a aparatosa e unica, Breadfan, que merce prefigurar entre uma das melhores do hard rock seventies. irresistivel pelos riffs de guitarra inovadores e pela voz aguda e bela de Burke Shelley, também ele baixista e pela sua melodia unica. Mais uma vez é algo raro de encontrar no mercado.

Jorge Palma

Quero dedicar este espaço ao que considero o meu favorito musico português....o senhor de grandes melodias e de grandes letras, pode-se dizer que é o nosso Bob Dylan português.

Jorge Palma Jorge Palma nasceu a 4 de Junho de 1950, em Lisboa. Em 1956 iniciou os seus estudos musicais, em piano, tendo prestado a sua primeira audição no Conservatório de Lisboa com apenas 8 anos. Em 1963 recebeu o 2.º prémio e Menção Honrosa no Concurso Internacional das Juventudes Musicais, realizado em Palma de Maiorca (Espanha). Em 1964 deu-se a viragem ao nível das suas preferências e práticas musicais, dedidando-se às sonoridades pop-rock em detrimento da música clássica. Acompanhado da sua guitarra rumou ao Algarve em 1967 onde pretendeu alcançar a autonomia como músico. Aí integrou a banda Black Boys ainda que esta experiência se tenha revelado fugaz. Em 1969 fez parte dos Sindikato, grupo de hard-rock, ao mesmo tempo que estudava na Faculdade de Ciências de Lisboa. Com a inclusão de uma secção de metais, o grupo trilha o seu caminho pelo jazz-rock, acabando por participar na 1.ª edição do Festival de Vilar de Mouros, em 1971. A actuação neste festival e a convivência com outros músicos, estimularam-no à escrita musical e à composição dos primeiros temas com letras em inglês. Com os Sindikato chegou mesmo a editar um single e um álbum de versões. A estreia a solo, no formato de 45 rotações por minuto, deu-se em 1972 com "The Nine Billion Names of God". Nesse mesmo ano realizou a sua primeira viagem transcontinental, que o levou aos Estados Unidos da América, ao Canadá e às Caraíbas. O seu primeiro single em português foi editado em 1973, intitulado "A Última Canção", na sequência de um trabalho de aprendizagem com o escritor José Carlos Ary dos Santos. Seguiu-se nova viagem aos Estados Unidos da América e os primeiros convites para compor e orquestrar temas de outros intépretes. A solicitação para o cumprimento do serviço militar forçou a sua saída de Portugal, agora na qualidade de exilado na Dinamarca e sacrificando o curso de Engenharia. Após a revolução de 25 de Abril de 1974 regressou a Portugal, com uma breve passagem por Itália. Em 1975 lançou o seu primeiro album, Com Uma Viagem na Palma da Mão, que incluiu temas como "Poema Flipão" ou "Velho no Jardim". Nesse mesmo ano viu intensificar-se a requisição dos seus méritos de orquestrador (nesta condição chegou a trabalhar com Amália), compositor e letrista, incluindo a participação no primeiro Festival RTP da Canção do pós-25 de Abril, em colaboração com Pedro Osório e Nuno Nazareth Fernandes. O ano de 1977 viu sair o seu segundo longa-duração, Té Já, no qual participaram nomes como Júlio Pereira, Rão Kyao, Guilherme Inês, entre outros. Marcado pelo jazz e blues, deste trabalho fizeram parte temas como "Bairro do Amor", "Podem Falar" e "Eu Sei Lá". Seguiram-se viagens ao Brasil e a Espanha, onde tocou nas ruas de diversas cidades. O final da década foi dedicado aos bares, esplanadas e Metro de Paris, onde tocou Bob Dylan, Leonard Cohen e Paul Simon, entre outros. De regresso a Portugal, em 1979, gravou Qualquer Coisa Pá Música, terceiro álbum de originais que incluiu "Maçã de Junho" e "Quero o Meu Dinheiro de Volta". Após nova permanência em França (2 anos), editou Acto Contínuo, um duplo-álbum do qual fizeram parte os clássicos "Portugal, Portugal" e "Picado Pelas Abelhas". Em 1983 viu nascer o seu primeiro filho, de nome Vicente, a quem dedicou o tema "Castor", incluído em Asas e Penas (1984). Deste trabalho fez ainda parte o tema "Estrela do Mar". O ano de 1985 marcou a edição de um dos seus mais bem sucedidos álbuns de sempre - O Lado Errado da Noite. Distinguido com vários prémios da imprensa portuguesa, este trabalho incluiu os clássicos "Deixa-me Rir" (este fez parte da telenovela portuguesa Palavras Cruzadas), "O Lado Errado da Noite" e "Jeremias, O Fora-da-Lei" e foi pretexto para uma grande digressão pelo continente e ilhas que culminou na sua primeira grande apresentação ao vivo em Lisboa, no palco da Aula Magna. Em 1986 finalizou o Curso Geral de Piano e gravou Quarto Minguante, o seu sétimo álbum. Foram necessários três anos até à edição de novo trabalho, desta feita Bairro do Amor, considerado pela crítica um dos álbuns do século da música portuguesa. Deste trabalho fizeram parte "Dá-me Lume", "Frágil" e uma nova versão do tema-título. Durante a década de 90, Jorge Palma não editou qualquer álbum de originais, mas a sua actividade musical conheceu novos desafios. Em 1990 concluiu o Curso Superior de Piano do Conservatório de Lisboa e no ano seguinte editou Só, álbum intimista em que revisitou temas antigos. Em 1992 formou o projecto rock Palma's Gang, juntamente com Kalu e Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, Flak e Alex, dos Rádio Macau. Em 1993 o grupo editou o registo Palma's Gang: Ao Vivo no Johnny Guitar, que percorreu mais uma vez a carreira de Jorge Palma, agora dentro da sonoridade rock que as guitarras eléctricas imprimem. O ano de 1994 ficou marcado por uma série de concertos em Portugal, quer a solo, quer com o Palma's Gang, sendo de destacar os concertos do S. Luiz, em Lisboa, a 4 e 5 de Novembro. Após o nascimento do seu segundo filho, Francisco, surgiu o convite, em 1996, para integrar os Rio Grande, ao lado de Rui Veloso, Vitorino, Tim e João Gil, projecto de cariz marcadamente popular cujo álbum de apresentação se revelou um enorme sucesso comercial. Nesse mesmo ano participou no espectáculo Filhos de Rimbaud em colaboração com Sérgio Godinho, João Peste, Rui Reininho e Al Berto, e musicou poemas de Regina Guimarães para Lux in Tenebris, peça da juventude de Brecht levada à cena pela Companhia de Teatro de Braga. Participou ainda no álbum As Canções de João Lóio, e viu o seu tema "Frágil" ser recriado por André Sardet no seu álbum de estreia Imagens. Em 1996, foi editada a compilação Deixa-me Rir, que contemplou alguns temas dos álbuns Asas e Penas, Lado Errado da Noite e Quarto Minguante. O ano de 1997 foi marcado pelo lançamento do segundo álbum dos Rio Grande, Dia de Concerto, desta feita um álbum ao vivo (resultante de um duplo concerto dado no Coliseu dos Recreios), no qual foi incluído um tema até aí inédito de Jorge Palma - "Quem És Tu De Novo". Jorge Palma participou em vários concertos na Expo'98, entre os quais o Concerto de Solidariedade para com a Guiné-Bissau, e a participação, como convidado, no espectáculo de Amélia Muge, englobado num projecto inédito, E as vozes embarcam, que juntou os dois cantores e o grupo búlgaro Pirin Folk Ensemble. Ainda em 1998 foi director musical do espectáculo Aos Que Nasceram Depois de Nós, que percorreu todo o país, numa co-produção dos Artistas Unidos e da Companhia de Teatro de Braga, baseado em textos de Bertold Brecht, musicados por Kurt Weill, Hans Eisler, pelo próprio Brecht e, no tema "Do Pobre B.B.", por Jorge Palma. Do elenco deste espectáculo, para além de Jorge Palma, fez também parte a actriz Lia Gama, entre muitos outros. Em 1999 participou no álbum de tributo aos Xutos & Pontapés, XX Anos XX Bandas, tendo interpretado, acompanhado pela guitarra de Flak, o tema "Nesta Cidade", com letra de João Gentil (um poeta de Lisboa, que acompanhava Jorge Palma, quando este tocava na rua). Participou ainda no álbum Tatuagem, de Mafalda Veiga, num dueto - "Tatuagens" - que veio a ser o single de apresentação do álbum. A sua actividade musical ao longo da década estendeu-se a trabalhos de vários artistas e grupos como por exemplo Censurados, Né Ladeiras, Xutos & Pontapés, Paulo Gonzo, entre outros. Foi ainda letrista, compositor e músico nos álbuns Espanta Espíritos e Voz e Guitarra, trabalhos em que participaram vários nomes da música portuguesa. Em 2001 editou novo álbum de originais intitulado Jorge Palma e não Proibido Fumar como muitos pensam. Em Agosto de 2004, JP entrou para estúdio de Mário Barreiros, no Porto, para gravar o seu mais recente álbum de originais, que contou com participações especiais de muitos músicos portugueses com quem JP ainda não tinha trabalhado até então. O disco teve por título Norte. Diciclopédia© 2002 Porto Editora, Lda. e Van Wilde nas ultimas linhas


Discografia: Com Uma Viagem na Palma da Mão (1975) 'Té Já (1977) Qualquer Coisa Pá Música (1979) Acto Contínuo (1982) Asas e Penas (1984) O Lado Errado da Noite (1985) Quarto Minguante (1986) Bairro do Amor (1989) Jorge Palma (2001) Vinte e Cinco Razões de Esperança (c/ Ilda Fèteira) (2004) Norte (2004)


Ao Vivo: Só Palma's Gang - Ao Vivo no Johnny Guitar No Tempo dos Assassinos



Foreigner- Double Vision

Depois do estrondoso sucesso com o multi platinado ‘Foreigner’ a banda volta com a mesma garra e com um som pop/hard rock da fórmula ROA (rock orientado para álbum) e repete o mesmo sucesso consecutivo e não será o ultimo. O álbum abre com o hard rock Hot Blooded, que chegou a nº 3 na Billboard, uma faixa inesquecível com um ritmo implacável. Blue Morning, Blue Day segue a linha mais pop com um refrão suave e embalado que faz contentar as mentes mais pop, chegou a nº 15 na Billboard. You’re All I Am é uma balada calma e Lou Gramm encontra-se nos seus grandes momentos. Mick Jones encontra-se no auge com riff’s espectaculares como em Back Where You Belong com sintetizaores arrasadores de Ian Mcdonald, um blues/pop. Se gosta de funk/hard rock pode contentar-se com Love Has Taken Its Toll, é pena não ser lançado em single e tem mesmo a cara dos Deep Purple na fase Coverdale/Hughes. Double Vision, chegou a nº 2 na Billboard, composta depois de verem o guarda redes da equipa de hóquei New York Rangers, a ser derrubado nas finais da Taça Stanley, é uma faixa hard rock com o refrão pop e hipnotizante e o piano bem trabalhado. Tramontane é um instrumental bem experimental e evidencia raízes inspiradas pelo flamengo com uma marcha ténue entre o pop visceral e acústicas delirantes. I Have Waited So Long é talvez a melhor balada do álbum e não é para menos: Lou Gram canta bem como nunca se viu, uma voz bem enfática, está de parabéns. Lonely Children é um boogie poderoso e contagia mesmo pelo baixo/guitarra contornando entre a linha da velocidade sem limites. Spellbinder é um testemunho de lamentos e amor que segue a linha baladeira e roqueira e é sem duvida uma faixa digna de fechar este clássico. O material encontra-se mais diversificado do que pode imaginar. Os Foreigner são a segunda banda que mais vendeu internacionalmente a seguir aos Led Zeppelin do selo Atlantic, e é pena que cá em Portugal a banda não tenha a mesma recepção porque eles são mesmo bons naquilo que fazem e há boas canções que agradariam ás rádios nacionais. Os Foreigner confirmaram-se sob o estatuto de uma das bandas mais bem sucedidas nas décadas 70 e 80 apesar de ainda não terem impacto significativo no outro lado do Atlântico. O trabalho conseguiu a 3ª posição na tabela de álbuns nos EUA, mas mal conseguiu entrar para o Top 40 no RU o que é pena pois os Foreigner eram um dos supergrupos mais promissoras da altura. Assinalou também a partida do baixista Ed Gagliardi, substituido pelo ex-membro dos Roxy Music, Rick Wills, um amigo de infância de David Gilmour, dos Pink Floyd. Um dos melhores álbuns da década 70 e se gosta de conduzir com musica então escolha este.

1. Hot Blooded 2. Blue Morning, Blue Day 3. You're All I Am 4. Back Where You Belong 5. Love Has Taken Its Toll 6. Double Vision 7. Tramontane 8. I Have Waited So Long 9. Lonely Children 10. Spellbinder

lançado em janeiro dia 1 de 1978

GNR- Rock In Rio Douro

Os GNR são um dos casos raros que ainda se mantém vivo depois do boom do rock português. E não é qualquer banda nacional que consegue ser o único grupo português a fazer concertos de estádio (Alvalade e Antas). Apesar dos excelentes trabalhos anteriores é com Rock In Rio Douro que se dá a explosão pública dos GNR. O disco será platina em poucas semanas, vendendo 160 mil cópias, o que valeu á banda reconhecimento total. A primeira faixa, Sangue Oculto, é um tema muito pop, e talvez o melhor do álbum. A voz de Rui Reinhinho está sublime. Letra inteligente, cantada em espanhol/português e tem como convidado na voz/dueto Javier Abreu. Quando Telephone Pecca, mais orientado para o rock mas ainda tem aquela veia pop. Na minha opinião Pronúncia Do Norte é a melhor balada do álbum. Traz mais um convidado, desta vez é Isabel Silvestre em dueto com Rui Reininho. É um tema inteligentemente estruturado com marca de perfeição musical. Acorda é um tema roqueiro e estilo “cool” sem restrições. Um simples tema dificil de detestar. Anna Lee começa com um acústico e tem um refrão curioso, desvairado intencionalmente. Um minuto depois acontece o estado pop. É um vulcão em convulsão com sabor a melodia pop. Sub 16 é um tema que retracta a adolescência e as mudanças culturais, onde normalmente encontramos uma moda para seguir. Rui Reininho brilha na voz em falsettos no refrão. Que Importa? é mais um tema que não demostra falhas. A balada mais calma do álbum no piano o que enriqueça ainda mais a musica. Homem Mau é uma cover (sim, dos Free de Paul Rodgers e Andy Fraser) e a mais pesada do álbum. Riffs borbulhentos de Zéze Garcia e bateria pesada. Não tem nada que saber, é hard rock puro com um refrão difícil de esquecer. Toxicidade, tema político é mais um que não desiludirá ninguém. Pop/rock na perfeição. Sangue Oculto II, diferente do primeiro tema, é cantado só em português continua com o lado pop (mas ainda mais excedido). Um tema que fecha dignamente o álbum. É Um álbum que dificilmente esquecerá.

Rui Reininho- voz Jorge Romão- baixo Zéze Garcia- guitarra Toli César Machado- bateria

Dire Straits- Brothers in Arms

Meus caros o que aqui temos é uma obra prima que para quem desconhece-a precisa urgentemente de explorar esta jóia que ficou imune ao esquecimento com o tempo. Desde o inicio que Mark Knopler tentava arquitectar a sua obra prima absoluta e conseguiu-o. Brothers In Arms foi o álbum mais vendido no Reino Unido no ano de 1985 e nos EUA também fez sucesso. Foi responsável pelo primeiro e único single a chegar a nº 1 nos EUA com Money For Nothing. O álbum abre com o muito pop So Far Away, ainda hoje passa nas rádios nacionais frequentemente. A letra fala sobre frustrações e distúrbios de um homem que trabalha e vive na cidade, longe do seu lar. Money For Nothing é a indumentária da busca de um pop/rock perfeito com riffs ordenados e refrães embatidos no ouvido do mortal comum. Apesar de alguma polémica devido á letra, foi um sucesso instantâneo. Sabe-se que a introdução “I Want My MTV” é da autoria de Sting (esse mesmo) quando fez uma pequena visita a Montserrat. Ganhou um Grammy pelo “Best Rock Performance by a Duo or Group”. É obvio que esta pérola tem clássico atrás de clássico o que torna ainda mais estimulante ouvir e apreciar sem restrições. Walk Of Life é um rock in roll á 50’s. com ritmo simples e directo ainda faz referencias a velhos clássicos (“Be Bop A Lula” e “What I’d Say”). A minha favorita faixa. Your Latest Trick é embelezada pelo excelente trabalho de Michael Brecker no saxofone. Convoca o ambiente jazz e melodramático. Simplesmente sublime. Why Worry exemplifica a esperança de um ser humano perante a realidade com um excelente trabalho do órgão e um fim épico. Prepara-se a batalha com Ride Across The River. Uma introdução bem trabalhada, um tema de forte cariz político. Uma balada completamente diferente do que Mark estava acostumado a fazer. A seguinte faixa é arrebatadora e épica. The Man’s Too Strong com uma acústica sublima e um ambiente vociferado pela fúria eminente que assistimos repentinamente. Majestoso é a única palavra que encontro. A fúria de Mark nunca foi tão bem transmitida como aqui. Após esta tribulação toda a banda decide descansar e tocar um blues descontraído com One World com o excelente solo de guitarra em slide. Por fim deparamos com o Brothers In Arms, o primeiro cd-single comercializado com uma prensagem de apenas 400 cópias, o que obviamente tornou-se num artigo de colecção procurado. A letra e os arranjos estão sumptuosamente bem estruturados, a tragédia que sublinha o pensamento reflexivo da esperança e ódio. Absolutamente uma obra prima como todo o resto. O álbum foi pioneiro na produção digital, sendo o primeiro CD a vender mais de um milhão de cópias. O segundo lado(as ultimas quatro faixas) é uma reflexão sobre as guerrilhas em El Salvador e Nicarágua. Os músicos podem vangloriarem-se com razão por serem músicos hábeis e executantes talentosos ao vivo depois deste magnifico trabalho que construíram e ainda mantém-se intemporal vendendo como pão.




"So Far Away" – 5:12 "Money for Nothing" (Knopfler, Sting) – 8:26 "Walk of Life" – 4:12 "Your Latest Trick" – 6:33 "Why Worry" – 8:31 "Ride Across the River" – 6:58 "The Man's Too Strong" – 4:40 "One World" – 3:40 "Brothers in Arms" – 6:55 #Todas as faixas foram escritas por Mark Knopler ´

Friday, June 1, 2007

O melhor Dos AC/DC

Os AC/DC são donos de um estilo único que mais ninguém ousa imitar. Uns dizem que são hard rock e outros dizem que são heavy metal mas eles encaixam na definição que melhor caracteriza a banda: rock in roll. a banda também tornou-se unica devido ao "rapaz da escola" endiabrado nos palcos e Bon Scott, o motorista da banda que um ano depois deu voz á banda,tom de gárgula e de pose machista nos palcos seria dificil esquecê-lo. Brian Johnson que substituiu o seu ancessor é lembrado pela sua boina. O que aqui apresento na segunda parte são os álbuns fundamentais do rock in roll de boa qualidade. Vamos a isso.


High Voltage
Não restam duvidas que a banda absorveu grandes influencias de Chuck Berry ou Elvis Presley. Mas desde cedo que o desejo de manter uma sonoridade única fez com o publico sentisse atraído por um novo tipo de rock in roll que contagiará o mundo. Apesarem de já terem lançado um Ep a banda ficou conhecida no meio do underground rock devido a High Voltage no Reino Unido a maior banda australiana de rock in roll estava pronto para dominar o mundo! Gravado em apenas 10 dias e lançado na Austrália em Fevereiro de 1975 (internacionalmente foi em 1976) inclui algumas partes de TNT o primeiro álbum da banda que foi lançado unicamente na Austrália. The Jack é uma sensação única de blues em estado groove. Brian Johnson nunca chegará aos calcanhares de Bon Scott.



Let There Be Rock
O segundo álbum apresenta uma faceta mais pesada da banda mas segue ainda a mesma fórmula sem se deixarem cair pela monotonia. A faixa titulo é a melhor do álbum onde apresenta ainda um vídeo com Bon Scott como padre. A letra refere-se ao nascimento de rock da mesma maneira que na bíblia refere-se ao nascimento do mundo. O álbum fecha com dignidade em Whole Lotta Rosie, uma história veridica acerca de Bom Scott em mais uma das suas noites loucas.


Highway To Hell
Considerado por muitos o melhor da banda. É o ultimo e o que vendeu mais no tempo em que Bon Scott era vivo. O titulo é uma sátira á canção Stairway To Heaven dos Led Zeppelin e a banda ganhou fama de satânica graças á capa e ao título. A faixa que abre o álbum é a perfeição de como deve ser um bom rock. Rapidamente tornou-se num hino. Walk All Over You, Touch Too Much (com um intro á la Disco !?) e If You Want Blood (You’ve Got It) são faixas surpreendentes que faz um ouvinte viciar-se ainda mais neste álbum. Night Prowler é uma faixa de cortar a respiração pelos blues calmos e assombrados pela voz única de Bon Scott. Robert John “Mutt” Lange (responsável pelo sucesso comercial de Bryan Adams e Def Leppard) trouxe um som ainda mais acessível e limpo mas sem tirar a identidade da banda. Que saudades do grande Bon Scott!


Back To Black
Não é exagero dizer que é o segundo álbum mais vendido nos anos 80 (em primeiro fica Thriller de Michael Jackson).a banda entrou em ascensão com Highway To Hell mas foi com Back In Black que a fama veio para ficar definitivamente. É raro as vezes em que conseguimos repetir um sucesso ainda maior depois da substituição repentina de um vocalista mas foi o que aconteceu. Comercialmente mais viável e aproximando-se por vez do estilo hínico, Robert John “Mutt” Lange deu continuidade a uma produção forte e acessível. Apesar de Brian Johnson ser um grande vocalista os fãs continuam a preferir o eterno Bon Scott mas empenhou um grande papel na banda devido ao seu grande carisma. Não há más canções isso é certo. Shoot To Thrill melódica tal como deve ser, Hells Bells aterradora pelo intro adicionado com sino que se tornou numa espécie de assinatura da banda e ainda temos os singles que fizeram êxito e talvez os temas mais conhecidos da banda: Back In Black, um rap/hard rock e You Shook Me All Night Long fartamente passada nas rádios. Have A Drink On Me é uma homenagem a Bon Scott e temos ainda a irresistível What Do You Do For Money Honey. Vender 10 milhões de cópias só nos Estados Unidos não é brincadeira para qualquer um!
Dirty Deeds Done Dirt Cheap
As vendas estrondosas de Back In Black suscitaram também o lançamento nos EUA do álbum de 1976, que anteriormente apenas estava disponível na Europa, e sob uma forma diferente, na Austrália. Tecnicamente foi o terceiro álbum da banda. é um típico álbum que ignorava a moda musical e a tendência para a concorrência dos charts, todo o material provém da Era de Bon Scott que ainda deixava saudades. O mesmo álbum que fora recusado pela editora discográfica norte-americana e ficou privado do lançamento nos EUA em 1976 entraria de imediato para a terceira posição na Billboard em 1981. irónico! Inclui composições de alto calibre como a faixa titulo ou Ride On. A banda já tinha criado seguidores fanáticos no Reino Unido mas o publico norte-americano anda não estava preparado, tiveram que esperar cinco anos para ver o álbum chegar ao território norte americano e isso tudo graças a Back In Black!

For Those About To Rock We Salute You
Muitos consideram o principio do declínio de criatividade ou o ultimo grande álbum da banda, mas tirando isso ainda apresenta um clímax de grandes canções com refrães potentes e de certeza que não desapontará um verdadeiro rocker. A faixa titulo é uma das faixas mais incríveis que a banda já criou o que fez nascer um clássico absolutamente obrigatório nos concertos da banda. Let´s Get It Up é outro êxito da banda enquanto C.O.D é a raiva absoluta atirada de fora. Em consonância com o titulo, a capa representava um canhão, e o fogo de canhão que depressa veio a ser um elemento omnipresente nos concertos durante a performance de For Those About To Rock We Salute You.